Publicado por: marcospauloteixeira | Dezembro 13, 2008

DEVE-SE PRESERVAR SEMPRE A CULTURA DE UMA NAÇÃO?

Quando começamos a estudar o descobrimento do Brasil na escola, logo o “senhor da verdade”, ou seja, o professor de história começa a falar que a cultura indígena foi violada, que impuseram uma religião pra eles e que isso não deveria ter acontecido porque cultura nenhuma pode desaparecer e blá-blá-blá.

Neste final de semana (10 e 11 de outubro de 2008) eu estava participando de um fórum de bioética organizado pela Sociedade Brasileira de Bioética. Dentre muitos casos discutidos, um deles me chamou muito a atenção. Esse caso foi apresentado pelo Prof. Dr. Gabriel Wolf Oselka (USP-SP). Eis o caso:
“Índia grávida de gemelares é encaminhada ao pré-natal de risco para evitar que a mãe cometa um infanticídio contra um deles, pois a cultura de sua tribo diz que se nascer dois bebês um precisa ser exterminado, pois um é do mal e outro é do bem. O Critério para tal escolha é impreciso, tal como tamanho do bebê, mal formação e coisa do tipo. Depois do parto, a mãe foi flagrada tentando asfixiar um dos bebês. O programa de proteção às tribos da região sugere ao médico que elabore um laudo indicando que na ultra-sonografia confirmou a existência apenas de um único feto. Qual deve ser a conduta a ser tomada pelo profissional?”

Bom, para que uma das crianças não fosse executada, o médico resolveu entregar uma das crianças para uma família não índia. Ou seja, o prontuário foi adulterado. O problema maior veio em seguida, pois a informação que existiria um outro filho da mãe-índia vivo fez com que a tribo determinasse a morte da criança que morava com sua mãe e que a outra criança fosse trazida para ficar no lugar, pois essa era a determinação da lei.

Comentários: Se a gente for pensar em preservar a cultura de uma determinada nação ou tribo acima até mesmo da vida, nós teríamos que preservar também o Nazismo e respeitar também as suas normas. Que contradição!!!
No mundo não existe medida sem referencial. Se alguém é feio é porque existe alguém mais bonito; se alguém é alto é porque existe alguém mais baixo e assim por diante. E o referencial que deve guiar todas as culturas deve ser a lei natural de preservação da espécie, ou seja, da vida.
Mas há quem queira preservar tudo, até a lei de Talião “Olho por olho e dente por dente”. Dessa maneira o mundo vai acabar cego e banguelo!
Autor: Marcos Paulo – 12/10/2008

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