Publicado por: marcospauloteixeira | Janeiro 9, 2009

‘Barebacking’ – Isso sim é caso de Saúde Pública

É chocante, mas é a realidade. Saiu no jornal do Brasil uma reportagem sobre os “Barebacking”,  termo derivado da palavra barebackers, usada em rodeios para designar os caubóis que montam a cavalo sem sela ou a pêlo. Do ponto de vista prático significa um grupo de pessoas dispostas a fazer sexo sem camisinha com soro-positivos.

Vejam trechos da reportagem:

Festa da conversão

 

As orgias são chamadas de conversion parties ou roleta-russa. Entre os convidados, há os bug chasers (caçadores de vírus), o HIV negativo, que se lança ao sexo sem camisinha, e os gift givers (presenteadores), os soropositivos que se dispõem a contaminar um negativo.

 

São esses os responsáveis por entregar o gift (presente), o vírus. Quem participa de encontros bare confirma: o prazer sem barreiras é o que importa. Quanto à Aids, eles não encaram mais a doença como mortal, porém crônica, com tratamento à base do coquetel.

 

A contaminação, portanto, elimina o medo e apresenta uma perspectiva futura da naturalidade do contato pleno.

 

– Sou um barebacker assumido – dispara R. H., 31 anos, geógrafo e cientista social, com pós-graduação nas duas áreas.

 

– Eu odeio camisinha. Acho uma m… É terrível interromper o sexo para colocá-la. Acaba com o meu prazer. No mais, o bare, para mim, é um fetiche. Eu gosto, apesar de ter contraído o vírus da Aids numa festa. Mesmo assim, faria tudo de novo. Não me arrependo.

 

A declaração aterroriza, preocupa. E só mesmo ingressando no singular mundo dos barebackers para comprovar o que depoimentos, documentários, teses, livros e outros elementos que abordam o tema tentam desvendar ou explicar.

 

Na maioria das vezes, não conseguem. O que se testemunha numa festa bare está além da imaginação humana, supera os delírios e o surrealismo de Fellini em obras como Satyricon, ultrapassa a sordidez e o ceticismo pasoliniano em Saló ou 120 dias de Sodoma. Não há limites. De verdade.

 

A constatação pôde ser feita em encontros programados para homens de grupos sociais distintos. Na Ipanema da bossa nova, de gente chique “pulverizada” de Dior, Prada, Gucci, Kenzo, Gaultier e Armani, a reunião começa às 22h num casarão de uma das mais movimentadas e conhecidas ruas do bairro.

 

A mansão, de três andares, é fechada especialmente para a ocasião. O décor é sofisticado. No primeiro pavimento, paredes brancas contrastam com sofás vermelhos. TVs de plasma 42′ exibem clipes de Madonna, Beyoncé, Cher, Christina Aguilera ou filmes com astros e estrelas de Hollywood.

 

As luminárias brancas rebatem a luz dicróica contra a parede, gerando clima de aconchego, e o bar, com bebidas importadas em sua maioria, está sempre livre. Ninguém fica sobre balcão. Não há tumulto. Claro, é uma festa para pessoas escolhidas a dedo, para poucos, no máximo 60 convidados, informados por e-mail.

 

Há regras, e elas são claras. É condição sine qua non ficar nu ou no, máximo, com uma toalha (cedida pela produção do evento) amarrada na cintura. Quem se recusa é convidado a se retirar.

 

Outra exigência: o sexo tem de ser praticado nos ambientes comuns de convivência. Ou seja, nada de se trancar em banheiro, em cozinha, em quarto. Ali, todos estão para ver e serem vistos.

 

E o ritual começa na entrada, quando os participantes tiram a roupa e guardam as peças em um armário, trancado com chave numerada. O funcionamento é semelhante ao de termas, masculinas ou femininas.

 

A medida, na verdade, serve para evitar a circulação com dinheiro e cartões de crédito. É precaução. Os que desejam consumir bebidas ou aperitivos, apenas transmitem ao barman o número assinalado na chave.

 

Os itens são lançados no computador e, no fim da festa, a conta é paga no caixa. O mecanismo lembra o adotado por boates e bares do eixo Rio–São Paulo, com suas tradicionais cartelas de consumação mínima. Só que numa festa bare, a bebida ajuda, os petiscos “fortalecem”, mas não são peças-chave para o divertimento.

 

Circulando pelos outros andares, a prova: na sala de vídeo, um jovem de cerca de 20 anos se entrega ao prazer, cercado por três homens.

 

Nenhum deles usa preservativo. A cena é chocante. O rodízio de papéis, durante o ato sexual, é comum nessas festas. Faz parte do jogo. O quarteto não frustra as expectativas dos voyeurs reunidos na porta da sala.

 

Como “astros do sexo”, diante de câmeras e de uma equipe de produção, atuam com vontade em uma performance longa, nada convencional, sem limites. Quem se propõe a ficar sob os holofotes sabe o risco que corre.

 

Mas é a sensação de perceber a adrenalina disparar e o coração bater aceleradamente devido ao unsafe sex (sexo inseguro) sem pudores e em público que os impulsiona.

 

Um deles podia ser gift giver e os outros bug chasers. Ou vice-versa. A probabilidade de o gift (o vírus) estar ali, entre eles, era grande. Ninguém se importava.

 

Quando terminou a primeira das muitas rodadas de sexo, o boy toy lover (brinquedo sexual) do trio foi jogar paciência em um dos quatro computadores, com internet liberada, instalados no segundo andar.

 

– As pessoas perdem a noção do perigo em busca do prazer – explica Jorge Eurico Ribeiro, 40 anos, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

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Quem apostou que incentivar as pessoas a usarem preservativos para diminuir a incidência de casos, perdeu! A Igreja Católica sempre alertou que o incentivo ao preservativo é uma porta aberta para a promiscuidade. E agora vemos esses grupos cada vez mais ganhando espaço. E o futuro como será?

Os anti-retrovirais são oferecidos gratuitamente aqui no Brasil,  ou seja, todos os cidadãos, com os seus impostos, financiam bilhões para um tratamento quase que paliativo, pois a Aids não tem cura.

A irresponsabilidade tem preço. E alto. Dos cofres públicos do governo federal saem cerca de R$ 1 bilhão por ano para tratamento exclusivo de soropositivos. Um paciente consome de R$ 5.300 a R$ 26.700 por ano. Cerca de 20 mil pessoas infectadas iniciam tratamento com anti-retrovirais no país, anualmente.

– Sinceramente, não me preocupo com essa questão e nem me sinto culpado. Não estou nem aí em ser um ônus para o governo – enfatiza R. H.” (diz a notícia)

Todos os cidadãos brasileiros são obrigados a financiar a promiscuidade dessas pessoas. 

Quem é o culpado disso tudo?

São muitos, até incontáveis, mas posso citar alguns:

– As pseudo-educadoras sexuais  que nas escolas de ensino fundamental e médio promovem aquelas palestras sobre educação sexual, que de educação não tem nada, e que, nada mais é do que um incentivo a promiscuidade.

– O governo Federal por insistir numa campanha hedonista de educação sexual e que menti ao dizer que com camisinha o sexo é seguro (leia https://marcospauloteixeira.wordpress.com/2008/12/13/da-pra-confiar-na-camisinha/)   

– As Igrejas protestantes liberais, como por exemplo a Igreja Universal do pseudo-bispo Macedo que distribuem preservativos nos seus cultos e que não possuem nenhuma doutrina moral.

– Enfim, todo esse relativismo que impera na nossa sociedade.

Só existe uma ÚNICA maneira de acabar com a proliferação do vírus HIV. Essa solução se chama CASTIDADE. A sociedade passa um idéia ilusória de que a Castidade é privação, mas isso é falso.

O governo deveria iniciar uma campanha semelhante ao governo de UGANDA.

Uganda é um país que se tornou um exemplo raro de sucesso na luta contra a Aids na África, ao reduzir significativamente a incidência que já foi das mais altas do continente. “Se outros países tivessem seguido o exemplo de Uganda, milhões de vidas teriam sido poupadas.”, afirma Rand Stoneburner, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS). Enquanto alguns outros países baseiam suas políticas de combate à Aids unicamente em custosas campanhas de distribuição de preservativos, com eficácia duvidosa, Uganda apresenta uma fórmula de sucesso que tem despertado a atenção de especialistas de todo o mundo. O programa de prevenção se resumia a um trinômio: Abstinência, Fidelidade ou Camisinha. Museveni tirou o problema das mãos dos profissionais de saúde e montou uma unidade especial no seu gabinete. Agora batizada de Comissão de Aids de Uganda, a unidade foi a primeira do tipo em todo o mundo. Seus veículos tinham o lema “Voltinhas Zero” pintado na lateral. Criado pelo presidente, significa “fique com seu parceiro”.

Fonte: http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo248.shtml

Isso não é o ideal, mas é muito melhor que o programa brasileiro. Insistir num programa como esse do nosso ministério da Saúde é BURRICE.

Reportagem completa: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/03/e030115675.asp

Marcos Paulo Teixeira


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