Publicado por: marcospauloteixeira | Janeiro 11, 2009

Bento XVI recorda lição de Galileu

Bento XVI recorda lição de Galileu

O universo não está governado por uma força cega

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 6 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI recordou nesta terça-feira, solenidade da Epifania, a lição que Galileu Galilei deixou ao pensamento: o universo não está governado por uma força cega, mas pelo Amor.

Na homilia da missa na qual os crentes recordam os Magos do Oriente, especialistas em astronomia que foram a Belém guiados por uma estrela, o Papa recordou que em 2009 se celebra o 4º centenário das primeiras observações de Galileu graças ao telescópio. 

Este aniversário levou a UNESCO a proclamar o Ano Mundial da Astronomia. 

Bento XVI assegurou que neste momento se dá «um novo florescimento» neste campo, «graças à paixão e à fé de muitos cientistas que, seguindo os passos de Galileu, não renunciam nem à razão nem à fé, mas as valorizaram profundamente, em sua recíproca fecundidade». 

«O pensamento cristão compara o cosmos com um ‘livro’– assim dizia o próprio Galileu –, considerando-o como a obra de um Autor», acrescentou em sua homilia. 

Segundo este livro, afirmou, «o amor divino, encarnado em Cristo, é a lei fundamental e universal da criação. Isso não deve entender-se em sentido poético, mas real». 

Assim entendia o próprio Dante – recordou – quando no verso sublime que conclui o Paraíso e toda a Divina Comédia, define Deus como «o amor que move o sol e as demais estrelas». 

«Isso significa que as estrelas, os planetas, o universo inteiro não estão governados por uma força cega, não obedecem apenas às dinâmicas da matéria», afirmou. 

«Portanto, não se deve divinizar os elementos cósmicos, mas pelo contrário, em tudo e acima de tudo está uma vontade pessoal, o Espírito de Deus, que em Cristo se revelou como Amor», declarou. 

Por este motivo, declarou, os homens não são escravos dos «elementos do cosmos», «mas são livres, ou seja, são capazes de relacionar-se com a liberdade criadora de Deus». 

«Ele está na origem de tudo e governa tudo, mas não como um frio e anônimo motor, e sim como Pai, Esposo, Amigo, Irmão, como Logos, ‘Palavra-Razão’, que se uniu à nossa carne mortal de uma vez por todas e compartilhou plenamente nossa condição, manifestando a superabundante potência de sua graça», concluiu.


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