Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 24, 2009

JESUS PREFERE OS POBRES? QUE POBRES?

JESUS PREFERE OS POBRES? QUE POBRES?

Por Marcos Paulo

Um discurso muito bonito e que a primeira vista esconde um grande mal entendido. Durante muito tempo a teologia da libertação criou o lema: “a opção preferencial pelos pobres”. Em termos mais simples, essa teoria afirma que Jesus sempre preferiu os que não tinham nada, os que sofriam e por aí vai.

É notável na sagrada escritura a preocupação de Jesus com os que sofriam; tanto é que ele ao encontrar um paralítico, antes de curá-lo, se compadecia dele. Isso quer dizer que Jesus sofria a situação do paralítico e que entendia aquela realidade. Porém o senhor Jesus foi muito mais além que isso.

No sermão da montanha lê-se: “Bem aventurados os que tem um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5,4). Ora, ter coração de pobre não é, necessariamente, ser miserável. Ter o coração de pobre é não se apegar aos bens materiais e viver tendo Deus como o tudo da sua vida e ter nele, não nos bens, confiança e esperança. Há no mundo tanta gente pobre, mas que o coração está muito longe de Deus; como também há muita gente de posses que vive uma vida de renúncia e repartindo os seus bens.

Na conversa de Jesus com o centurião (Cf. Mt 8,5-13), Jesus diz: “Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel” (Mt 5,10). Ora, o centurião não era pobre, pelo contrário, tinha muitos subordinados mas nem por isso deixou de manifestar um fé que, até então, Jesus não tinha encontrado em todo Israel.

Outro fato interessante foi a escolha de Mateus como apóstolo (Mt 9,9). Ele era um cobrador de impostos, vivia de cobranças de impostos e da opressão do povo. Mas Jesus preferiu chamá-lo. Por quê? Talvez por ter encontrado em Mateus um pobre que precisava de ajuda, mas não uma ajuda em dinheiro e sim em graças.

Analisemos agora essa passagem da Bíblia: “Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com ele e seus discípulos. Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: “Por que come vosso mestre com os publicanos e com os pecadores?” Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhe: “Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.”(Mt 9,10-13)  Agora cabe uma pergunta: QUEM SÃO OS JUSTOS? É difícil responder! Quem de nós não tem pecado? Pois é, Jesus ao dizer isso está, na verdade, chamando todos nós, independe do que possuímos, a uma vida nova.

Eu poderia citar muitas outras passagens mostrando que Jesus prefere o pecador que se arrepende, pois este tem o coração de pobre. Por que coração de pobre? Por que o pobre não tem nada a se apegar, tem apenas a Deus. Ter o coração de pobre é ter o senhor como esperança.

A conversa de Jesus com Nicodemos é fantástica, pois demonstra que um homem que era tido como príncipe dos Judeus (Cf. Jo 3) é convidado a conversão. Príncipe dos judeus significa ser membro do conselho supremo chamado Sinédrio. Jesus não recusa a conversa por ele ser doutor, mas nesta conversa aproveita para tentar salvar a sua alma. Na conversa Nicodemos pergunta pra Jesus o que fazer para nascer novamente. Jesus diz: “Em verdade, em verdade te digo: Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus…” (Jo 3,5).  Vejam que essa é a condição: nascer de novo! Nascer de novo é viver conforme o Espírito Santo e viver assim implica não se apegar aos bens materiais e sim a nova vida com Cristo.

A frase “opção preferencial pelos pobres” só se justifica num contexto em que todos nós temos muitas pobrezas. Sejam elas pobreza de espírito, pobreza de carinho, pobreza de amor, pobreza de solidariedade, pobreza de paz e etc.

Jesus não é comunista, ele jamais falou ou incitou a luta entre classes. Esse pensamento é uma tentativa frustrada de conciliar o cristianismo com marxismo.

Não precisa ser pobre pra agradar a Deus, precisa apenas ter um coração de pobre que vive segundo a sua vontade. Se todos tivessem um coração de pobre não haveria pobreza no mundo!

Como diz Santa Teresinha: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim!”


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