Publicado por: marcospauloteixeira | Abril 16, 2009

FREI BETO – Um “religioso” Abortista!

Veja a opinião do Frei Beto sobre o aborto dos gêmeos de Recife e depois analise a resposta que o advogado Dr. Rodrigo Pedroso fez para combater os erros heréticos do Frei comunista.

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O DIREITO AO ABORTO

 

por Frei Betto

 

Autor de “O Desafio Ético”

http://odia.terra.com.br/portal/conexaoleitor/html/2009/3/frei_betto_o_direito_ao_aborto_188.html

 

EMBORA seja contrário ao aborto, admito a sua descriminalização em certos casos,

como o de estupro, e não apoio a postura do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, ao exigir de uma criança de 9 anos assumir uma gravidez indesejada

sob grave risco à sua sobrevivência física (pois a psicológica está lesada) e ainda excomungar os que a ajudaram a interrompê-la.O debate sobre se o ser embrionário merece ou não reconhecimento de sua dignidade, não deve induzir, no entanto, ao moralismo intolerante.

O caso de Pernambuco exige uma profunda análise quanto aos direitos do embrião

e da gestante, a severa punição de estupros e da violência sexual no seio da família,

e dos casos de pedofilia no interior da Igreja Católica e, sobretudo, como prescrever medidas concretas que socialmente venham a tornar o aborto desnecessário.

 

Ao longo da história, a Igreja Católica nunca chegou a uma posição unânime e definitiva quanto ao aborto. Oscilou entre condená-lo radicalmente ou admiti-lo em certas fases da gravidez. Atrás dessa diferença de opiniões situa-se a discussão sobre qual o momento em que o feto pode ser considerado ser humano. Até hoje, nem a Ciência nem a Teologia têm a resposta exata para essa questão fundamental na discussão.

Partilho a opinião de que desde a fecundação já há vida com destino humano e, portanto, histórico. Sob a ótica cristã, a dignidade de um ser não deriva daquilo que ele é e sim do que pode vir a ser. Por isso, o Cristianismo defende os direitos inalienáveis dos que se situam no último degrau da escala humana e social.

 

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RESPOSTA DO Dr. RODRIGO PEDROSO

Em qua, 15/4/09, Rodrigo Pedroso <> escreveu:

Frei Betto mente:

 

1) É falso que d. José Cardoso tenha excomungado quem quer que seja. O sr. Frei Betto tem a obrigação de saber, uma vez que deve ter estudado direito canônico, que a excomunhão em caso de aborto (cânon 1398, Código de Direito Canônico) é latae sententiae, operando portanto ipso facto, isto é, pela própria prática do delito, independentemente de ato declaratório do juiz eclesiástico competente, desde que estejam presentes as condições requeridas. Frei Betto, frade mentiroso, junta-se à mídia podre e vendida para distorcer a imagem e os atos do Arcebispo de Olinda e Recife.

 

2) É falso que “a Igreja católica nunca chegou a uma posição unânime e definitiva quanto ao aborto”.

 

Esta é uma inverdade deliberada de Frei Betto. O frade não pode ignorar a enciclica Evangelium Vitae, em que o Papa João Paulo II, explicitando o magistério infalível da Igreja, confirmou solenemente que o aborto é um ato intrinsecamente imoral:

 

“Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus Sucessores, em comunhão com os Bispos — que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que, na consulta referida anteriormente, apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina — declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal.” (Evangelium Vitae, n. 62)

 

Ora, se o magistério da Igreja já se pronunciou definitiva e infalivelmente sobre uma questão, ela não mais permanece em aberto. Roma locuta, causa finita. Ao dizer que a Igreja ainda não chegou a uma posição definitiva sobre o aborto, Frei Betto não apenas mente, como também incorre no delito canônico tipificado no cân. 1371 do Código de Direito Canônico:

 

Cân. 1371. Seja punido com justa pena:

1o) quem, fora do caso previsto no cân. 1364, § 1, ensinar uma doutrina condenada pelo Romano Pontífice ou pelo Concílio Ecumênico, ou rejeitar com pertinácia a doutrina referida no cân. 750, § 2, ou no cân. 752, e, admoestado pela Sé Apostólica ou pelo Ordinário, não se retratar;

 

Deve-se compreender ainda que, quando o Papa João Paulo II, o Grande confirmou solenemente o ensinamento da Igreja sobre o aborto, não se tratava de um novo ato de dogmatização, mas apenas da atestação formal de uma verdade já possuída e infalivelmente transmitida pela Igreja. Portanto, mesmo antes da confirmação solene de João Paulo II, a Igreja já tinha chegado a uma posição definitiva sobre o aborto, e já não era lícito a nenhum católico apartar-se dela. 

 

Efetivamente, desde os seus inícios, o critianismo afirmou a ilicitude moral de todo aborto provocado. A Didaqué, texto do século I, atribuído aos Apóstolos, considerado o primeiro catecismo da religião cristã, ensinava: «Não matarás o fruto do ventre por aborto, e não farás perecer a criança já nascida» (Didaché 2,2). Barnabé, o companheiro de Paulo Apóstolo, na Epístola que lhe é atribuída (não incluída nos livros canônicos da Bíblia), também afirma a absoluta ilicitude moral do aborto, o que consta também da conhecida Epístola a Diogneto, um documento cristão do século II. Neste mesmo século, o apologista cristão Atenágoras frisava que os cristãos têm na conta de homicidas as mulheres que utilizam medicamentos para abortar, e condenava os assassinos de crianças, incluindo igualmente no número destas as que vivem no seio materno, «onde elas já são objeto da solicitude da Providência divina».

 

Essa condenação moral do aborto ganhou forma jurídico-canônica quando os concílios do século III decretaram que quem praticasse o aborto ficaria excomungado. Depois disso, todos os concílios da Igreja católica mantiveram a pena de excomunhão.

 

3) É igualmente falso que “a Igreja católica admitiu o aborto em certas fases da gravidez”.

 

É mais uma mentira do Frei Betto. A Igreja sempre reprovou o aborto como uma grave imoralidade, independentemente da fase em que fosse cometido. O que era motivo de controvérsia era a infusão da alma racional, nas filosofias como as de Aristóteles e Platão, que admitiam a tese da tripartição das almas no homem: vegetativa, sensitiva e racional. Neste ponto, alguns filósofos antigos e medievais sustentavam que a alma racional era infundida no momento da concepção; outros, porém, sustentavam que ela era precedida pelas almas vegetativa e sensitiva, sendo a alma racional infundida apenas em momento posterior. Essa controvérsia só veio a ser definitivamente solucionada com os progressos de observação efetuados pela biologia moderna. No entanto, mesmo havendo esta controvérsia puramente teórica e acadêmica, a Igreja nunca sustentou que essa polêmica, na prática, pudesse legitimar eticamente o aborto. Até por causa do princípio de direito natural: “in dubio pro vita” — na dúvida, devemos decidir em defesa da vida. Como explicou São Basílio Magno, doutor da Igreja católica, em um escrito datado do ano de 374, a controvérsia sobre a infusão da alma intelectiva pouco importava para a posição da Igreja contra todo o aborto provocado: 

 

“Qualquer pessoa que propositadamente destrói um feto incorre nas penas de assassinato. Não especulamos se o feto está formado ou não formado”

 

4) Frei Betto mente quando diz que desde a fecundação já existe vida “com destino humano”. Humano não é apenas o destino do embrião, o seu próprio ser já é plenamente humano, desde o instante mesmo da concepção. Trata-se de “vida humana”, e não de “vida com destino humano”.

 

5) Frei Betto mente quando diz que: “Sob a ótica cristã, a dignidade de um ser não deriva daquilo que ele é e sim do que pode vir a ser”. Isso não é ótica cristã coisa nenhuma, no cristianismo o ser humano vale pelo que ele é: criatura dotada de alma espiritual, vocacionada para conhecer e amar a Deus. Esse negócio de “vir-a-ser” ele tirou da ética hegeliana, a mesma fonte das confusões de onde saiu o marxismo barato, de que Frei Betto é igualmente adepto. 

 

E ele termina dizendo que precisamos tornar o aborto “socialmente desnecessário”, como se ele fosse “socialmente necessário”. Tomara que o sr. Frei Betto não tenha “necessidade” de matar ninguém, porque já vimos que “necessidade” de mentir ele já teve muita…

 

Rodrigo R. Pedroso.


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