Publicado por: marcospauloteixeira | Outubro 4, 2009

Ataques de “Evangélicos” a Nossa Senhora

Ataques de Evangélicos a Nossa Senhora

Enquanto fazia um zapping na tv numa manhã fria de sábado (dia em que a exibição de programas evangélicos virou moda), fui chamado à atenção por um pastor que, de maneira eufórica, admoestava seus fiéis a cumprirem as ordens do Senhor Jesus, dispostas nas Sagradas Escrituras. E, para reforçar sua exortação, citava trechos do evangelho de São João a uma platéia que se manifestava satisfeita, aplaudindo-o volta e meia, à medida em que o pregador mudava o tom de voz.

Este, impulsionado pela assembléia, repetia entusiasmado a frase de Cristo: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15,14). Então, comecei também eu a meditar nas repetições do pastor: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando”, de modo que, subitamente, me veio à memória uma ordem de Jesus ao “discípulo que Ele amava”, que está contida no mesmo evangelho que o pastor lia: “Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (Jo 19,27). Ora, Jesus, em meio a seus tormentos na Cruz, pede ao autor do evangelho utilizado pelo pregador – São João – que tomasse Maria como sua Mãe. E João, lembrando-se do que Jesus havia dito anteriormente (e que, com insistência, repetia o pastor no culto da tv): “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15,14), não ficou indiferente.

Ele mesmo dá testemunho que, a partir daquele momento, acolhe Maria como Mãe em sua casa. Sejamos sinceros: hoje em dia, quem é que obedece as palavras de Jesus? Que Instituição Religiosa faz o que Jesus manda? Qual Igreja Cristã acolhe Maria como Mãe? A Assembléia de Deus? A Congregação Cristã? A Igreja Universal do Reino de Deus? Não! E o caro leitor sabe bem disso! Sabe também que, há vinte séculos, é a Igreja Católica quem corresponde plenamente o pedido do Senhor, fazendo parte das gerações que proclamam Nossa Senhora como “Bem-Aventurada”, preditas em Lc 1,48. Mas, e quanto às Igrejas Evangélicas? Obedecem plenamente todas as ordens do Senhor, ou apenas aquelas que lhes convém? De qualquer forma, recordemos alguns ataques por parte de “evangélicos”, à Mãe de Jesus, que nos levam a refletir sobre a obediência a todas as palavras de Jesus de Nazaré: No dia 15 de maio de 1978, Rogério Marcos de Oliveira, na época com 19 anos, acompanhou uma pregação do pastor de uma Igreja Pentecostal do Município Paulista de São José dos Campos. O tema do fervoroso culto era sobre a Mãe de Jesus. Não pense, o prezado internauta, que o pregador motivava seus fiéis a imitarem o Anjo Gabriel, que chamou Maria de “Cheia de Graça” (Lc ,28), ou ainda à Santa Isabel, que se julgando indigna de receber a Virgem Santa em sua casa, a proclama “Bendita entre as mulheres” (Lc 1,42). Não! Não era este o tom do culto: o pastor motivava sua platéia a quebrar quaisquer imagens sacras que possuíssem, principalmente as de Nossa Senhora Aparecida que, segundo ele, seria um instrumento de Satanás. Pois bem, o tal jovem ficou tão transtornado com a pregação anti-mariana que, naquela noite, segundo ele mesmo, teria recebido “um aviso de Deus”, num sonho, em que deveria quebrar a Imagem original de Nossa Senhora Aparecida, que ainda estava na Basílica Velha. No dia seguinte, 16 de maio de 78, acordou bem cedo e seguiu decidido para a Cidade de Aparecida do Norte.

Chegando à Basílica, permaneceu debaixo de nicho até o entardecer quando, quebrando o vidro de proteção, retirou a Imagem, reduzindo-a a 165 pedaços. Os romeiros, presentes neste momento na Basílica, gritavam perplexos: “Herege! Herege!” Os cacos foram levados para o Museu de Arte de São Paulo, onde a imagem foi restaurada pelos artistas Pietro Maria Bardi e Maria Helena Chartuni. Ela voltou à cidade num carro do Corpo de Bombeiros, seguida por um grande cortejo de fiéis, no dia 19 de agosto. Rogério Marcos não foi preso, pois constatou-se insanidade mental. Infelizmente, o triste episódio não foi o único. E o que vemos na maioria das Igrejas Pentecostais, em relação à Nossa Senhora, é um sentimento estranho, que mistura hostilidade e até mesmo ódio pela Mãe de Deus. Um exemplo bem claro deste enorme repúdio “evangélico” a Maria pôde ser assistido – com indignação – na madrugada do Feriado de Nossa Senhora Aparecida em 1995, durante a exibição de dois programas da Rede Record de Televisão: “O Despertar da Fé” e “Palavra de Vida”. Nesta ocasião, o bispo Sérgio Von Helder, da Igreja Universal do Reino de Deus, movido por um forte sentimento de ira, deu socos e pontapés numa imagem da Padroeira do Brasil, enquanto blasfemava com uma voz rouca (tradicional nos pastores da IURD). Falta de respeito

Seja sincero, prezado amigo: não lhe parece estranho que pessoas com tal destempero emocional se apresentem em verdadeiros espetáculos teatrais nas noites da TV, vestidos de branco e dizendo estar expulsando os “encostos”, se antes parecem estar influenciados por ele? Veja nas reproduções a seguir, qual foi o tom do “Santo” Culto, televisionado pela TV Record, no dia 12 de outubro de 95: “Isso não funciona! Ela é feia, é preta, não tem valor no mercado.” “Isso aqui não é santo coisa nenhuma e não pode fazer nada por você!” “Será que Deus pode ser comparado com um boneco desses? Tão feio! Tão horrível! Tão desgraçado!” “Ela só serve para atrapalhar os negócios!” O líder da Igreja Universal veio a público, dias após, para pedir desculpas em nome da Instituição Religiosa que fundou.

Edir Macedo sustentou que a responsabilidade do fato era exclusivo do bispo “chuta-santa”. Particularmente, não acho que as desculpas foram sinceras, por perceber que o ato de agredir uma imagem católica em rede nacional não deve ter sido uma idéia exclusiva de Von Helder, afinal, a imagem utilizada no insulto tinha quase um metro de altura. E ninguém, mesmo que católico, costuma carregar uma imagem destas dimensões com tanta facilidade. Foi preciso preparar a pauta, organizar o ambiente com antecedência. Por isso, é quase óbvia a interferência da IURD na autoria do atentado religioso. Seja como for, a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo foi unânime: confirmou a sentença de primeira instância que condenou Sérgio Von Helder, a dois anos de reclusão por incitação à discriminação e ao preconceito religioso e também por crime de vilipêndio à imagem religiosa, pena que foi cumprida em regime aberto. Não obstante, o pseudo-bispo escreveu um livro ironizando o acontecido: “Um chute na idolatria”, da Ed. Universal Produções, em que compara a imagem da Imaculada Conceição a demônios e à ídolos de deuses pagãos do Antigo Testamento. Não pense, o caro leitor, que se trata de fatos isolados. Sabemos que não é.

Por exemplo, uma Igreja Presbiteriana pentecostal, no Paraná, realiza retiros fortemente marcados pelo sentimento de ira contra à Mãe do Senhor. Nos tais encontros “Deus é Tremendo”, Nossa Senhora Aparecida, quando não recebe o nome de “Cida” pelos pregadores, é chamada de “Demônio Aparecida”. De início, os encontristas precisam responder a um questionário. Numa das questões, devem dizer se visitaram ou não a Basílica Nacional de Aparecida. E, mesmo que nunca tenham ido, são incitados a renunciar a Mãe de Jesus, numa atitude completamente contrária à Sagrada Escritura, que ordena àqueles que se consideram “discípulos amados” a receber Maria como “Mãe”, no já citado trecho do Evangelho (Jo 19,27). São Pedro já nos alertava sobre os que blasfemariam contra as Glórias: “Atrevidos e presunçosos, esses homens não hesitam em blasfemar contras os seres gloriosos, ao passo que as glórias, embora superiores em força e poder, jamais proferiram contra eles nenhum julgamento blasfemo na presença do Senhor” (2Pe 2,10). O que os motiva blasfemar contra Nossa Senhora, a Mãe do Senhor, que já está na glória, é o fato de desconhecerem aquilo que tão veementemente atacam. E São Pedro, o primeiro papa, já nos dizia acerca disso também: “Esses homens, como animais irracionais (…) insultam o que não conhecem e vão perecer com a mesma destruição, recebendo a injustiça como salário de sua injustiça.” (2pe 2,11). Termino por aqui minhas considerações, apenas fazendo ecoar a voz daquele pastor do programa matutino de sábado: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15,14).

 E o que Jesus nos manda, em relação à Virgem Santíssima, é: “Eis aí tua mãe!” Estamos dispostos a obedecê-Lo? No amor de Deus e na amizade de Maria, Fábio Alexandro Sexugi

fonte: http://www.amigosdenossasenhora.hpg.ig.com.br/ataques_de_evangelicos.htm


Responses

  1. Quando Jesus diz “Eis aí a tua mãe”, ele pede um dos discipilos que cuide dela, porque ele iria morrer, subir ao céu, e não estaria presente para cuidar de sua m~e. Ele sobe ao céu , mas não deixa Maria sozinha, ele dá um novo filho a ela. Alguem que possa cuidar dela. Pois no proximo versiculo (Jo 19.27) diz: “E desde aquela hora o discipulo a recebeu em sua casa”.


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