Publicado por: marcospauloteixeira | Março 1, 2010

PROCISSÕES X CAMINHADAS

PROCISSÕES X CAMINHADAS

 Caros amigos, atualmente tenho percebido um maior número de caminhas organizadas por paróquias e dioceses em detrimento do menor número de procissões. Aqui em Teresina são poucas as procissões promovidas pelas paróquias. Soma-se a isso a falta de explicação para o povo sobre o que significa uma procissão. Em contra partida, aqui as caminhadas arrebanham milhares de pessoas.

As caminhadas recebem diversos nomes como Caminhada da Paz, Caminhada da Fraternidade etc. Nesses momentos não há espaço para músicas religiosas, velas acesas e devoção. Especialmente a caminhada da Fraternidade que tem como intuito de ajudar soro-positivos (tem esse lado bom!), deixam transparecer a sua intenção quando distribuem papeis com a frase: Previna-se! No meu mundo isso significa: Use camisinha!  Mas tudo bem, acho que eu devo está delirando mesmo!

 Para fazer frente a isso, os protestante inventaram a “Marcha pra Jesus”, que habitualmente tomam as ruas das grandes capitais no dia de Corpus Christi”. Um monte de gente gritando ‘Jesus, Jesus….’ e com isso se dão por satisfeitos.

Na Palavra de Deus são inúmeras as passagens que mostram o povo em procissão. Vejamos:

“Josué disse ao povo, santificai-vos, porque amanhã o Senhor operará no meio de vós coisas maravilhosas. Depois falou aos sacerdotes: Tomai a Arca da Aliança e ide adiante do povo. Eles tomaram a Arca da Aliança e caminharam à testa do povo” (Josué 3,5-6) “O povo dobrou suas tendas e dispunha-se a passar o Jordão, tendo diante de si os sacerdotes que marchavam diante do povo levando a arca” (Josué 3,14)

 “No momento em que os portadores da arca chegaram ao rio e os sacerdotes mergulharam os seus pés na beira do rio, o Jordão estava transbordante e inundava as sus margens durante todo o tempo da ceifa” (Josué 3,15)

“Pôs também Josué outras doze pedras no leito do Jordão, no lugar onde estiveram parados os pés dos sacerdotes que levaram a Arca da Aliança. E elas estão ali ainda hoje. Os sacerdotes que levavam a Arca permaneceram de pé no meio do leito do Jordão até que se cumpriu tudo o que o Senhor tinha ordenado a Josué que dissesse ao povo, segundo as ordens que lhe deu Moisés. O povo apressou-se a atravessar o rio?. Logo que todos passaram, a Arca do Senhor e os sacerdotes puseram-se de novo à frente do povo” (Josué 4,9-11)

“A arca do senhor deu uma volta à cidade e, retornaram ao acampamento para ali passar a noite. Josué levantou-se muito cedo e os sacerdotes levaram a arca do senhor. Os sete sacerdotes, levando as sete trombetas retumbantes, marchavam diante da arca do senhor, tocando a trombeta durante a marcha. Os guerreiros precediam-no, e à retaguarda seguia a arca do senhor. E ouvia-se o retinar da trombeta durante a marcha”. (Josué 6,11-13)

Vejam que Arca da Aliança e os querubins foram colocadas em lugar de destaque e carregada pelos sacerdotes em procissão, dando voltas por toda a cidade e tocando trombetas. Essa procissão agradou o Senhor, pois nem a arca e nem os Querubins o substituam, mas eram sinais da presença de Deus no meio do povo.

Uma procissão com imagens de Santos nos faz lembrar da Nova Aliança, da Nova Jerusalém. Agora o homem é templo do Espírito Santo.  São Paulo disse “sedes meus imitadores como eu sou de Cristo”, isso implica que ao levantar um andor com a Imagem de São Paulo, não estamos adorando Paulo, mas sim recordando o que Deus preparou para Paulo também é preparado para nós.

A procissão também nos lembra dos quarentas dias e quarenta noites  que o Povo de Deus caminhou pelo deserto, mostrando que a nossa vida tem dificuldades, mas que depois do deserto sempre vem a Terra Prometida.

Lembro-me  com saudades da minha paróquia de Santo Antônio em Maceió, onde as procissões tem lugar de destaque. Lembro das grandes via-sacra ( com mais de 5 mil pessoas), da procissão do Senhor morto da sexta-feira da paixão (essa é especial, pois o Cristo neste momento nada pode nos dar), a procissão da Ressurreição etc.  Não me lembro de “caminhadas” por lá.

Aqui em Teresina, é difícil ver procissões. A moda é caminhada! A Teologia da Libertação (ou melhor, Heresia que não liberta ninguém) tem espalhado nas paróquias o fim do senso religioso. O homem político substitui o homem espiritual. Logo é melhor caminhadas,como o ‘grito do excluído”, do que procissões com devoção. O que é mais deplorável, é o desprezo dos padres e religiosos pelas vestes litúrgicas. Nessas caminhadas, não é difícil encontrar padres, freis etc de calça jeans e camisetas. Difícil mesmo é saber quem é padre nesse meio.

A procissão também nos ajuda com os nossos pecados que ‘não matam”, esses que pagaremos apenas no purgatório.

Termino esse texto rogando à Deus que faça reflorescer as piedosas procissões no nosso meio.


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