Publicado por: marcospauloteixeira | Abril 23, 2010

Jesus Cristo‚ um Deus apaixonado e apaixonante

Jesus Cristo‚ um Deus apaixonado e apaixonante

 Por Marcos Paulo Teixeira

            Deus sempre teve uma grande inclinação para o homen. Todos os pecados do homem‚ por mais que fossem muitos‚ não eram suficientes para diminuir a determinação de Deus em preferir o ser humano. Adão pecou‚ Eva pecou‚ mas Deus continuou os cercando‚ os guiando e os amando.

            O povo que havia idolatrado no Egito, foi surpreendido pela decisão de Deus em arrancar o seu povo das mãos do Faraó. Quando Israel já não tinha mais para onde fugir‚ Ele (Deus) abriu até o Mar Vermelho para que o seu povo passasse a pé enxuto. E quando faltou comida‚ Deus fez cair do Céu o maná. O que fez o homem para merecer tanta preocupação por parte de Deus? O que tem o homem de especial para que Deus dele se lembre?

            Quando o exército de Israel era muito menor que o exército inimigo‚ Deus ajudava e o exército de Israel vencia as batalhas com estruturas de guerra até então mirabolantes. Quem iria admitir os músicos cantando vitória antes da guerra? Mas era assim que Deus montava o seu plano de guerra: os fracos eram o pelotão de frente.

            Quando o povo chorando‚ clamando por esperança pediu um sinal (cf Is 7‚10)‚ o próprio Deus veio ficar conosco. O Emanuel desceu da eternidade para ficar junto a nós.

            Na plenitude dos tempos nasceu aquele que sempre existiu‚ Jesus de Nazaré (Cf Jo 1‚ 1-18).

            Antes de refletirmos sobre quem é Jesus‚ um fato torna-se curioso: milhares de homens e mulheres em todas as épocas apaixonaram-se “loucamente” por este Jesus. Era a primeira vez na história da humanidade que o ser humano se apaixonava por um Deus. Também era a primeira vez que o homem soube que esse Deus sempre foi apaixonado por ele. “Antes que no seio fosses formado‚ eu já te conhecia; antes do teu nascimento‚ eu já te havia consagrado” (Jr 1‚5).

            O amor que esse Deus tinha pelo seu povo é um amor de esposo ciumento‚ que ama apaixonadamente a sua esposa: “Ar! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho‚ e suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume; o teu nome é como um perfume derramado: por isto amam-te as jovens. Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho. Quanta razão há de te amar! (Can 1‚ 1-4)

                        O amor agora era “por nada em troca”. Agora amava-se por amar‚ amava-se porque descobriu-se que o ser humano só é feliz porque ama a Deus. Quando Santo Agostinho descobriu isso, entoou o seguinte canto: “Tarde Te amei, oh Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei… Trinta anos estive longe de Deus. Mas durante esse tempo algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou porque Tu me deixaste conhecer-Te.”

            A segunda parte deste cântico reflete bem o que acontece com aqueles que aproximam de Jesus: “Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti… Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir.”

            Não há como explicar a experiência que se pode ter com Jesus. Para todo nós ela é única e diferente. Para você pode ser tão intensa quanto foi para Santo Agostinho. Mas a verdade é que ela é única e só sua. Lembro agora do sermão da montanha (Cf Mateus 5‚ 1-11)‚ quando Jesus diante de uma multidão, precisaria de um microfone e um potente sistema de som para que todos ouvissem a sua voz‚ mas como não existia microfone naquela época‚ Ele poderia ter ficado em pé e ter gritado as bem-aventuranças‚ mas ele sentou e começou a falar. Esse fato é curioso‚ pois Jesus poderia ter feito qualquer coisa‚ menos ter sentado. Como poderia todos ouvir a voz do senhor‚ estando ele sentando? E a resposta vem a tona: Ele sentou‚ pois queria falar no ouvido de cada um que estava presente. E todos ouviram! Realmente a experiência com Jesus é única e particular.

            O que fez Santo Agostinho deixar a sua noiva para viver somente com Cristo pode ser expressado muito bem nas palavras de Jeremias: “Seduiziste-me‚ Senhor; e eu me deixei seduzir!” (Jr 20‚7).           A experiência com Jesus é tão forte e apaixonante que mesmo depois de enfrentar o suplício por causa do evangelho‚ São Tomás de Aquino recebe a visita de Jesus em seu quarto. Jesus diz para Tomás pedir o que quiser‚ e tomas simplesmte pede: “Eu quero só Tu‚ Senhor!”. Diante desses poucos fatos que acabei de contar‚ podemos perguntar: Quem é Jesus de Nazaré? Eu não saberia enumerar aqui todos os rastros desse quebra cabeça‚ mas cito alguns.

            Ele é o filho do carpinteiro que cresceu no meio da probreza da nossa aldeia. Ele é o filho de Maria‚ a quem dela aprendeu a doçura e o amor filial. Ele é aquela criança que passou a nossa mesma fome‚ Ele é aquela criancinha que adoeceu a nossa mesma doença‚ Ele é aquele menino que sentiu e provou a nossa dor durante trinta anos da sua vida. O que torna-se canção é saber que o Senhor do Universo fez xixi e cocô nas calças por amor a nós. Ele‚ mesmo sendo Deus‚ se humilhou e tornou-se um de nós. Não há como não se apaixonar!

            Quem é Jesus de Nazaré? Ele é aquele que transforma a água da nossa vida em vinho (Jo 2‚ 1-12)‚ mesmo não tendo chegado a sua hora. Ele é o filho perfeito que sabe obedecer a sua mãe.

            Quem é Jesus de Nazaré? Ele é o infinito. Pois o próprio Jesus afirmou que só Ele conhece o Pai‚ e só o Pai o conhece. Ora‚ o pai é Deus infinito. Só sendo também Deus para contemplar o Pai que é infinito.

            Quem é Jesus de Nazaré? Ele é o pastor que dá vida pelas suas ovelhas (Jo 10). Ele não mede esforços para recuperar a ovelha perdida. Ele é a compaixão‚ pois sempre antes de curar algum paralítico‚ sempre se compadece primeiro e só depois cura. Compadecer significa “padecer com”. Pois é‚ ele realmente sofre as nossas dores. Ele perdoa os nossos pecados porque tem autoridade pra isso. Ele é Deus‚ por isso só Jesus pode perdoas os nossos pecados.

            Demorou um pouco para o apóstolo Tomé perceber quem Jesus era de verdade‚ mas quando caiu em si e tocou as chagas de Jesus exprimiu: “Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20‚28). Agora ficou Claro‚ Jesus é Deus‚ Javé é Deus e o amor do pai pelo filho e do filho pelo Pai‚ o Espírito Santo‚ também é Deus. Que magnífico! A pessoa de Jesus congrega duas naturezas. Ele tão divino e é tão humano.

            Mas o mais profundo desse amor estava por vir. Jesus anunciou que Ele era o pão da Vida‚ e quem comer o seu corpo e beber o seu sangue terá a vida eterna. Claro‚ isso foi difícil para os discípulos entender. Como iremos comer sua carne e beber o seu sangue? E por isso muitos não andavam mais com ele. Jesus entou volta-se para os doze e pergunta: “Quereis vós também retirar-vos?” (Jo 6‚67). Pedro‚ a quem o senhor escolheu para apascentar as suas ovelhas‚ responde: “Senhor‚ a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (Jo 6‚68). Com certeza Pedro não estava entendo o que estava acontecendo ali‚ mas era Jesus quem estava falando. Tem coisas na nossa vida que nós não conseguimos entender de imediato‚ mas sabemos que só Jesus tem palavras de Vida eterna. Depois do dia de Pentecostes tudo ficou esclarecido. O corpo de Jesus é a Eucaristia! Então‚ como não se apaixonar?

            Como não se apaixonar por um Deus que chora a morte de Lázaro‚ mesmo sabendo que poderia trazê-lo novamente à vida? Como não se apaixonar por um Deus que quando fala‚ abrasa o nosso coração? ( Lc 24‚ 13-33).

            Realmente‚ Ele é apaixonante! Diante dessa cachoeira de amor‚ só nos resta viver sobre o seu senhorio. Nos resta reconhecer que Jesus é o Senhor da nossa vida.

            Para aqueles que querem retribuir esse amor vale a frase de Emir Nogueira: “A medida da nossa vida espiritual não está naquilo em que Deus nos dá‚ mas sim naquilo que Deus nos pede”. E o que Jesus nos pede nesse momento: “Ide‚ pois‚ e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai‚ do Filho e do Espírito Santo.” (Mt 28‚ 19). 

Pergunto-te: Qual é sua resposta? Aceita ser um missionário?

Então junte-se ao rebanho do Senhor Jesus: Igreja Católica Apostólica Romana!


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