Publicado por: marcospauloteixeira | Novembro 27, 2011

A Bíblia indica que devemos aceitar a Tradição Oral

A Bíblia indica que devemos aceitar a Tradição Oral

Por Joel Peters

São Paulo recomenda e ordena a manutenção da Tradição Oral. Em1 Cor 11,2, por exemplo, lemos: “Eu vos felicito por vos lembrardesde mim em toda ocasião e conservardes as tradições tais como euvo-las transmiti” (4). São Paulo está claramente recomendando quemantenham a tradição oral, e deve ser notado em particular que elecongratula os fiéis por fazê-lo (Eu vos felicito…). Também é explícito notexto o fato de que a integridade desta Tradição oral apostólica eraclaramente mantida, da mesma forma como Nosso Senhor haviaprometido, sob o auxílio do Espírito Santo (cf. Jo 16,13).

 Talvez o mais claro apoio bíblico para a Tradição oral seja 2 Ts 2,15, onde os cristãos são enfaticamente advertidos: “Assim, pois, irmãos, ficai inabaláveis e guardai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta”. Esta passagem é significante porque: a) mostra uma tradição oral apostólica vivente, b) diz que os cristãos estarão firmemente fundamentados na fé se aderirem a estas tradições e c) claramente afirma que estas tradições eram tanto escritas como orais. A Bíblia distintamente mostra aqui que as tradições orais – autênticas e apostólicas em sua origem – deveriam ser seguidas como componente válido do Depósito da Fé, então por quais razões ou desculpas os protestantes a rejeitam? Com que autoridade podem rejeitar uma exortação clara do apóstolo Paulo?

 Além do mais, devemos considerar o texto desta passagem. A palavra grega krateite, traduzida aqui como “guardar”, significa “estar firme”, “forte”, “prevalecer” (5). Esta linguagem é enfática, e demonstra a importância da manutenção destas tradições. Obviamente, devemos diferenciar o que seja Tradição (com T maiúsculo), que é parte da revelação divina, das tradições da Igreja (com t minúsculo) que, mesmo que sejam boas, desenvolveram-se tardiamente e não fazem parte do Depósito da Fé.

Um exemplo de algo que seja parte da Tradição seria o batismo infantil; um exemplo de tradições da Igreja seria o calendário das festas dos santos. Tudo que venha da Sagrada Tradição é de origem divina e são imutáveis, enquanto que as tradições da Igreja são cambiáveis pela Igreja. A Sagrada Tradição serve-nos como regra de fé por mostrar no quê a Igreja tem consistentemente crido através dos séculos e como ela sempre entendeu uma determinada parte Bíblica. Uma das principais formas pelo qual a Sagrada Tradição foi transmitida a nós está nas doutrinas dos textos litúrgicos antigos, o serviço divino da Igreja.

 Todos já notaram que os protestantes acusam os católicos de promoverem doutrinas novas e anti-bíblicas baseadas na Tradição, por afirmarem que tal Tradição contém doutrinas que são estranhas à Bíblia. Entretanto, esta acusação é profundamente falsa. A Igreja Católica ensina que a Tradição Oral não contém nada que seja contrário à Tradição Escrita. Alguns pensadores católicos afirmam, inclusive, que não há nada na Tradição Oral que não seja encontrado na Bíblia, mesmo que implicitamente ou em formas seminais. Certamente as duas estão em perfeita harmonia e complementam uma à outra. Para algumas doutrinas, a Igreja faz uso da Tradição mais que pelas Escrituras para seu entendimento, mas mesmo estas doutrinas estão incluídas nas Sagradas Escrituras. Por exemplo, as doutrinas seguintes são preferencialmente baseadas na Sagrada Tradição: batismo infantil, o cânon das Escrituras, o domingo como Dia do Senhor, a virgindade perpétua de Maria e a assunção de Maria.

 A Sagrada Tradição complementa nossa compreensão da Bíblia ao mesmo tempo que não constitui uma fonte extra-bíblica de revelação, com doutrinas novas ou estranhas a ela. Muito pelo contrário: a Sagrada Tradição age como a memória viva da Igreja, relembrando-a constantemente o que criam os cristãos antigos, como entendiam e interpretavam as passagens bíblicas (6). De certa forma, é a Sagrada Tradição que diz ao leitor da Bíblia: Você está lendo um livro muito importante, que contém a revelação de Deus aos homens. Agora deixe-me explicá-lo como ela sempre foi entendida e praticada pelos cristãos desde o início dos tempos.

Notas

(4) A palavra traduzida como ordenança é também traduzida como ensinamento ou tradição, por exemplo, a NIV traz ensinamento com uma nota dizendo: “ou tradição”.

(5) Vine, op. cit., p. 564.

(6) Um exemplo desta forma interpretativa envolve Ap 12. Os Padres da Igreja entenderam a mulher vestida de sol como referência à Assunção da Virgem Maria. Alguém afirmar que esta doutrina não existia até 1950 (o ano em que o Papa Pio XII definiu-o como dogma de fé) corresponde a uma grande ignorância de história eclesial. Essencialmente, a crença surgiu desde o início, mas não fora formalmente definida até o século 20. Deve-se saber que a Igreja geralmente não costuma definir uma doutrina formalmente a não ser que esta seja questionada por correntes heréticas perigosas. Tais ocasiões requerem uma necessidade oficial de definir parâmetros sobre a doutrina em questão.

Fragmentos da obra “Scripture Alone? 21 Reasons to reject Sola Scriptura” de Joel Peters, traduzido e editado em português pelo Apostolado Veritatis Splendor na forma de ebook com o título “Somente a Escritura?”. Tradução de Rondinelly Ribeiro Rosa. Pgs 15-17.

fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/106-biblia-tradicao-magisterio/1303-a-biblia-indica-que-devemos-aceitar-a-tradicao-oral


Responses

  1. Amigos católicos,
    A tradição católica está baseada em ensinamentos de homens. A bíblia é a palavra viva de Deus para os seres humanos. Começe a ler a bíblia católica e você verá claramente que tudo que a doutrina católica ensina, vai de encontro ao que a bíblia prega. Jesus nunca ensinou que existe um outro caminho para se chegar a Deus. Somente Ele é o caminho.
    “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. “João 14:6
    Então, se só Ele é o caminho se você orar a Maria ou a Pedro, sua oração não chegará a Deus. Porque Jesus disse que só Ele é o caminho.
    Jesus nunca ensinou que temos outro mediador entre Deus e o homem. Se não Ele próprio.
    “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” 1 Timóteo 2:5
    Jesus nunca ensinou que existe salvação em outro nome. Se não o seu próprio nome.
    “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12
    Hoje você tem a oportunidade de salvação da sua alma. Peça perdão a Deus, abandone as tradições católicas e aceite a Jesus Cristo como seu único, exclusivo e suficiente salvador. Não perca tempo!! Você não sabe o dia de amanhã!!
    A bíblia em Apocalipse 18:02 se refere a Roma como sendo a “grande Babilônia”. O Estado do Vaticano está dentro de Roma.
    Deus clama aos católicos: ” E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:04
    Se você continuar seguindo a doutrina católica você será condenado. Afaste-se dela antes que ela o destrua.

  2. olá,

    li seu artigo e percebi as inúmeras acusações. É impressionante como este blog é cheio de ódio. Poderia-se escrever textos falando do amor de Deus, todavia o que percebo é um rancor e uma raiva tremenda dos evangélicos.

    Cuidado irmão, Jesus pede para que amemos ao próximo.

    Todavia, a tradição que deve ser mantida é aquela ensinada na bíblia. A igreja católica tem o direito sim de criar seus dogmas e tradições, só não pode, é colocá-los como pré-requisito para salvação de seus fiéis.

    Vocês podem criar o que quiserem, apenas tenham cuidado na hora de colocarem uma tradição como sacramento, uma vez que este tem que ter fundamentação bíblica.

    Se vocês acham que se benzer em frente a igreja, rezar um terço ou fazer orações repetidas é o certo, têm total direito de assim fazê-lo, mas não coloquem isso como autoridade total para dizer que podem ditar o que é certo ou errado em outras religiões.

    Cuidado com o seu radicalismo, pois ele cega. Análise os fatos empiricamente, pois pelo que vejo você gosta da pesquisa e segundo Emile Durkhein, o verdadeiro pesquisador tem que ter um requisito essencial, qual seja: imparcialidade.

    Leve isso não como ofensa, mas como um conselho.

    • Bastante interessante, escrevi um comentário a dias atras e fui taxado pelo historiador (sic) tio San, de ser bosinho catolico nas visitas que faço a outros blogs, agora vem ele atacar de BOM CONSELHEIRO, há, fala serio ne´!!!


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