Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 22, 2012

O QUE SIGNIFICAM AS CINZAS?

O QUE SIGNIFICAM AS CINZAS?

O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar-se cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que recusavam-se a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro “De Poenitentia” , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria “viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas”. O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, aquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás”. Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: “Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” O moribundo então respondia: “Sim, estou de acordo”. Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja. Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano. As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz : “Recorda-te que és pó e em pó te converterás” ou então “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação. Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

 

Bênção e imposição das cinzas no início da Quaresma
(Quarta-feira de cinzas)

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:

  1. Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avalira melhor os rumos que compete dar à nossa vida: “você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3, 19). Somo chamado;
  2. Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração da Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando a atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

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A primeira parte deste texto foi traduzido de um escrito do Padre Saunders que apareceu publicado no Arlington Catholic Herald, em 17 de fevereiro de 1994. O Padre Saunders é Presidente do Instituto Notre Dame para Catequese e Assistente de Pároco na Igreja Rainha dos Apóstolos em Alexandria, Virigina. (Cortesia do Website EWTN, 1998) .A segunda parte foi obtida do opúsculo SÍMBOLOS NA LITURGIA, Ione Buyst, Paulinas, 1998.

fonte: http://www.mundocatolico.org.br/biblia/cinzas.htm

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 21, 2012

Carta de cubana desmitifica Fidel Castro

Carta de cubana desmitifica Fidel Castro

Carta enviada por uma cubana que escapou de morrer em fevereiro de 1996, quando Fidel Castro mandou derrubar aviões civis que buscavam resgatar balseiros cubanos no mar, em águas internacionais. Centenas de milhares de cubanos já fugiram de Cuba pelo mar, rumo à costa americana, quase sempre utilizando embarcações improvisadas. Destes, muitos perderam suas vidas tentando alcançar a liberdade, longe do comunismo e longe de sua pátria…

A quem for simpatizante de Fidel Castro, leia e reflita sobre a realidade de um povo que clama por liberdade, diante do silêncio e da indiferença dos países livres… Este e-mail foi enviado em resposta a uma simpatizante do regime cubano, que havia escrito para a Frente Universitária Lepanto. A resposta foi escrita, de forma espontânea, pela Sra. Sylvia, no dia 22/6/99 A pedido nosso, ela autorizou que se publicasse este e-mail, enviando algumas pequenas correções no dia 12/7/99.

Tradução para o Português

Estimado Sr. Viotti, estimo que é importante que conteste à Sra. S. com a realidade cubana. Ela ouviu todos os mitos da “revolução” e do “homem novo”, propagados pelo regime castrista e apoiados por muitos interesses no nível internacional. A história é como segue:

Antes de Fidel Castro, havia prostituição em Cuba… em bairros específicos, e haviam leis para essas casas de prostituição. Normalmente, era um ofício que não motivava muitas mulheres. Depois do triunfo da “revolução”, Fidel Castro converteu Cuba, desde “pinar del rio” até o oriente, de ponta a ponta, em um prostíbulo para turistas e como meio de atrair moeda forte à decrépita e inoperante economia da “revolução”.

Cuba, antes de Fidel Castro e sua revolução, estava muito avançada em alcances econômicos e leis sociais, era considerada a Paris das Américas e estava entre os primeiros países da América Latina em tudo. Há estatísticas em cada um dos setores que a Sra. deveria ler e que talvez eu, algum dia, possa te enviar para que o distribua. O dólar americano estava na mesma paridade que o peso cubano, tão forte era a nossa moeda.

Em Cuba, antes de Fidel Castro, havia educação pública. A educação é outro dos mitos de Fidel Castro e seu regime. Saiba a Sra. S. que desde que as crianças nascem, o regime de Castro faz um ‘carnet’ onde marcam a vida da criança, se está integrada aos ideais do regime, se é um ‘pionerito’, e que obrigam às crianças, em troca desta educação ‘gratuita’ a cortar cana no campo… e que o estado comunista tem o pátrio poder sobre a criança, e não seus pais? Incrível custo a educação ‘gratuita’ de Fidel Castro e seu regime.

Em Cuba, quase todos os hospitais que existem atualmente foram construídos antes do ano 1959, data em que Fidel Castro e seu regime se apoderaram do país. Os turistas têm acesso à saúde, médicos e hospitais. Sem embargo, o povo de Cuba não tem o mesmo acesso. … porque esta (a saúde cubana) está reservada para aqueles estrangeiros que deixam os preciosos dólares para fortalecer o regime castrista em sua permanência no poder.

O outro mito do regime é que o embargo é a causa do sofrimento do povo cubano. Este é o maior dos mitos. Castro pode comprar e comercializar com todos os países do mundo livremente, menos com os Estados Unidos, os quais têm sanções econômicas contra o regime. O que passa é que os recursos do regime, em vez de serem empregados para o bem do país e seus cidadãos, são usados para manter no poder o comandante e sua ‘elite’, exportar a guerrilha (sobre tudo na América Latina, como foi provado uma e outra vez e cujas horríveis conseqüências estamos vendo diariamente), comercializar com o narcotráfico, produzir meios para guerras bacteriológicas (como foi amplamente informado na imprensa), reprimir o povo e propagar internacionalmente toda essa ‘sarta’ de mentiras a ouvidos surdos ao clamor de um povo pela sua liberdade e seus direitos, a indivíduos que preferem – ou lhes convém – crer nessas mentiras.

Saiba a Sra. S que a maior quantidade de divisas que entram em Cuba (calculadas em $800,000 milhões) são enviadas por exilados cubanos e que a maior quantidade de ajuda humanitária provém dos Estados Unidos a Cuba? O que passa em Cuba, sim é culpa de Fidel Castro e de seu regime.

É certo que em quarenta anos de ditadura e tirania, Fidel Castro e seu regime fuzilaram, encarceraram, reprimiram, torturaram, submetendo homens e mulheres cubanos, cometendo crimes contra a humanidade e violando todos os direitos humanos de um povo.

Atualmente, de ponta a ponta da ilha, se está fazendo uma greve de fome de quarenta dias, por opositores pacíficos, pedindo a liberdade dos prisioneiros políticos e o respeito aos direitos humanos.

No dia 13 de julho de 1994, lanchas patrulheiras do regime castrista, sob as ordens do comandante Castro, investiram contra um rebocador carregado de homens, mulheres e crianças que tentavam escapar de Cuba em busca de liberdade. Diante dos gritos de-sesperados de mães com bebês nos braços, os “novos homens” da revolução empunharam mangueiras de água de alta pressão, arrancando, literalmente, os filhos dos braços de suas mães. Enquanto caiam na água e gritavam, as mesmas patrulhas, na escuridão da noite, faziam círculos em redor deles, criando um redemoinho de água que tragou a vida de 41 homens, mulheres e crianças, que jazem no fundo do mar. Milhares e milhares de cubanos deixaram a ilha cruzando o mar no estreito da Flórida em qualquer coisa que flutue em uma busca desesperada de liberdade.

Em 24 de fevereiro de 1996, três pequenos aviões civis de ‘hermanos al rescate’, em uma missão humanitária de salvamento de vidas, no estreito da Flórida, em águas internacionais, em busca de balseiros que perdem suas vidas no mar, dois ‘migs’ de castro, sob as ordens do comandante também, pulverizaram no ar dois desses aviões, assassinando, com premeditação e em plena luz do dia, a quatro jovens americanos e cubanos. Só um desses pequenos aviões pode regressar à base nesse dia. Eu o sei bem, pois meu esposo e eu fomos uns dos sobreviventes…

Sabemos da natureza criminal de um tirano e de seu regime. Lila (presidente da organização), por exemplo, pode te contar muito disto. Seu marido morreu nas areias da praia de ‘giron’ em 1961, lutando por liberdade, direito inalienável de qualquer povo. Ao mesmo tempo, fuzilaram maridos de outras diretoras de nossa organização e encarceraram a homens com penas de 16 e 22 anos.

Saiba a Sra. S. que existem, em Cuba, centenas de prisioneiros políticos e de consciência, e que prestigiosas instituições internacionais, como a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, Anistia Internacional, Pax Christi e muitas outras, condenaram a Fidel Castro e seu regime por violações dos Direitos Humanos de todo um povo, e informaram que em Cuba, a repressão, ao invés de diminuir, aumenta? Sabe ela que existem quatro opositores e dissidentes pacíficos – Marta Beatriz Roque Cabello, Félix Bonne Carcasses, Vladimiro Roca e Rene Gomez Manzano – encarcerados pelo mero fato de escrever um documento alternativo ao documento do partido comunista, intitulado “A pátria é de todos”?

É hora já de negar o “aperto de mãos” ao ditador Fidel Castro, e de estreitar um abraço solidário ao povo cubano.

Sim, há muita dor, e há muita indiferença à dor do povo cubano. Também desinformação. Sinto não poder seguir escrevendo. Tinha tantas outras coisas verídicas que contar. Porém, quando escrever à Sra. S., diga-lhe que veja a realidade cubana, que é muito diferente da exposta por ela, por desinformação ou por decisão. Um abraço e obrigado por defender os direitos de nosso povo.

fonte: http://www.lepanto.com.br/dados/Sylvia.html

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 21, 2012

Para ciência de ponta é impossível reproduzir o Santo Sudário

Para ciência de ponta é impossível reproduzir o Santo Sudário

Os estudos mais exigentes sobre o Santo Sudário de Turim não têm respiro. Técnicas das mais avançadas aplicam-se continuadamente sobre ele ou sobre suas amostras.

E quanto mais sofisticadas, tanto mais surpreendentes são os resultados.

É o caso dos estudos concluídos pelo ENEA italiano, Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico sustentável, noticiados pelo blog “The Vatican Insider” do jornal “La Stampa” de Turim

O ENEA publicou um relatório com os resultados de cinco anos de experimentos. Estes aconteceram no centro do instituto em Frascati.

O objetivo foi analisar os “tingimentos semelhantes aos do Sudário em tecidos de linho por meio de radiação no extremo ultrarroxo”.

Em termos mais simples, procurou-se entender como é que ficou impressa a imagem de Cristo no pano de linho do Sudário de Turim.

Quer dizer, “identificar os processos físicos e químicos que podem gerar uma coloração semelhante à da imagem do Sudário”.

Os responsáveis do trabalho foram os cientistas Paolo Di Lazzaro, Daniele Murra, Antonino Santoni, Enrico Nichelatti e Giuseppe Baldacchini. Eles tomaram como ponto de partida o único exame interdisciplinar completo realizado pela equipe de 31 cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project) em 1978, um dos mais importantes e respeitados jamais feitos.

O relatório do ENEA desmente com muita superioridade e clareza a hipótese desprestigiada de que o Sudário seja produto de um falsário medieval.

E chega a taxativa conclusão:

“A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, visível com dificuldade no lençol de linho do Sudário, apresenta numerosas caraterísticas físicas e químicas de tal maneira peculiares que tornam impossível no dia de hoje obter em laboratório uma coloração idêntica em todos os seus matizes, como foi mostrado em numerosos artigos citados na bibliografia. Esta incapacidade de reproduzir (e portanto de falsificar) a imagem do Sudário impede formular uma hipótese digna de crédito a respeito do mecanismo de formação da imagem”.

Resumindo com nossas palavras:

1) É impossível, mesmo em laboratório, produzir uma imagem como a do Santo Sudário.

2) Não somente é impossível copiá-lo, mas não dá para saber como é que foi feito.

Os 31 cientistas do STURP não tinham achado em 1978 quantidades significativas de pigmentos (corantes, tintas), e nem mesmo marcas de algum desenho.

Por isso concluíram que não foi pintada, nem impressa, nem obtida por aquecimento. Além do mais, a coloração da parte mais externa e superficial das fibras que constituem os fios do tecido é irreproduzível.

As medidas mais recentes apontam que a parte colorida mede um quinto de milésimo de milímetro.

O STURP também verificou que o sangue é humano, mas que debaixo das marcas de sangue não há imagem;

– que a difusão da cor contém informações tridimensionais do corpo;

– que as fibras coloridas são mais frágeis que aquelas não coloridas;

– que o tingimento superficial das fibras da imagem deriva de um processo desconhecido que provocou a oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho.

Ninguém jamais conseguiu reproduzir simultaneamente todas as características microscópicas e macroscópicas da relíquia.

“Neste sentido, diz o relatório do ENEA, a origem da imagem ainda é desconhecida. A ‘pregunta das perguntas’ continua de pé: como é que foi gerada a imagem corpórea do Sudário?”.

Um dos aspectos que intrigou os cientistas italianos é que há “uma relação exata entre a difusão dos matizes da imagem e a distância que vai do corpo ao pano”.

Acresce que a imagem foi gerada até em partes em que o corpo não esteve em contato com o pano. Por exemplo, na parte de cima e de baixo das mãos ou em volta da ponta do nariz.

“Em consequência, podemos deduzir que a imagem não se formou pelo contato do linho com o corpo”.

Outra consequência dessas sábias minucias é que as manchas de sangue passaram ao pano antes mesmo que se formasse a imagem.

Portanto, a imagem se formou em algum momento posterior à deposição do cadáver no túmulo.

Mais ainda, todas as manchas de sangue têm contornos bem definidos, pelo que se pode supor que o cadáver não foi carregado com o lençol.

“Faltam sinais de putrefação que correspondam aos orifícios das feridas, sinais esses que se manifestam por volta de 40 horas após a morte. Por conseguinte, a imagem não depende dos gases da putrefação e o cadáver não ficou dentro do Sudário durante mais de dois dias”.

Uma das hipóteses mais aceitas para tentar explicar a imagem era a de uma forma de energia eletromagnética que pudesse produzir as características do Sudário: a superficialidade da coloração, a difusão das cores, a imagem das partes do corpo que não estiveram em contato com o pano e a ausência de pigmentos.

Por isso, foram feitos testes que tentaram reproduzir o rosto do Homem do Sudário por meio de radiação. Utilizaram um laser CO2 e obtiveram uma imagem num tecido de linho passável em nível macroscópico.

Porém, o teste fracassou quando analisado no microscópio. A coloração era profunda demais e muitos fios estavam carbonizados. Todas essas características são incompatíveis com a imagem de Turim.

Os cientistas do ENEA aplicaram ainda uma radiação brevíssima e intensa de VUV direcional e puderam reproduzir

 

muitas das características doSudário.

Porém eles constataram que “a potencia total da radiação VUV requerida para corar instantaneamente a superfície de um lençol de linho correspondente a um corpo humano de estatura média [deveria ser] de 34 bilhões de Watt, fato que torna até hoje impraticável a reprodução de toda imagem do Sudário, uma vez que até agora não foi construído um equipamento de tal maneira potente.


E concluem: “Estamos compondo as peças de um puzzle científico fascinante e complexo”.

O enigma da origem do Santo Sudário continua ainda para a ciência como “uma provocação à inteligência”.

E, para as almas de Fé, um poderoso estímulo à adoração entusiasmada e racional, bem como uma confiança sem limites em Deus Nosso Senhor.

Fonte: Blog Ciência confirma a Igreja

Fonte 2: http://www.aascj.org.br/home/2012/02/21/para-ciencia-de-ponta-e-impossivel-reproduzir-o-santo-sudario/

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 20, 2012

TEÓLOGOS DA CORTE

 TEÓLOGOS DA CORTE

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 19, 2012

A propósito do Carnaval…

A propósito do Carnaval…

 Por Dom Henrique Soares

Meu caro Internauta, chegou o Carnaval, mais uma vez!

Como você deve saber, trata-se de uma festa originariamente de cristãos. Ele acontecia na chamada Terça-feira Gorda, quando se brincava sadiamente e se comia carne em abundância, marcando a despedida da mesa farta para se entrar na penitência quaresmal. Daí o nome latino “Carne vale!” – Adeus, carne! Era um belo sinal do senso de humor dos cristãos, que entravam no tempo quaresmal com alegria e disposição. A penitência quaresmal, com a severa abstinência de carne, não parecia um peso excessivo para quem levava Deus a sério, para quem tinha diante dos olhos o amor de Cristo e a necessidade de caminhar para Ele pela conversão contínua. Assim, no dia seguinte à Terça-feira Gorda, na Quarta-feira de Cinzas, os discípulos de Cristo iniciavam  o santo jejum com seriedade e espírito de fé!

Aos poucos, com a lenta, mas inexorável secularização da sociedade, o Carnaval foi sendo dilatado, começando antecipadamente no domingo; foi também perdendo sua ligação com a penitência quaresmal: brincava-se por brincar, sem referência séria o tempo quaresmal. A Quarta-feira de Cinzar ia se tornando somente a “Quarta-feira ingrata”… Além do mais, pouco a pouco, foi passando de uma brincadeira inocente para uma festa de excessos e imoralidades. E chegamos a esta situação atual.

Agora, pergunto eu: Como um cristão deve avaliar o Carnaval?

Penso que é importante compreender que não podemos mais ter um olhar ingênuo, simplesmente positivo e benévolo em relação às coisas que nossa cultura pós-cristã e neopagã tem produzido. Não dá para sorrir e elogiar realidades que levam para tão distante do Evangelho!

Dou-lhe um exemplo que talvez o contrarie, meu estimado Leitor, a quem respeito de todo o coração, mas diante de quem devo honestamente dizer o que penso… Veja o desfile das escolas de samba. Não há que duvidar tratar-se de uma realidade cultural, de ser uma explosão de arte, de beleza plástica, de harmonia que tanto agrada aos sentidos! E se fosse só isto, que beleza! Mas, vem o excesso, vem a imoralidade gritante, vêm letras de samba que por vezes são maliciosas e incompatíveis com nossa fé cristã! E assim, sorrateiramente, entram no ouvido e no coração, realidades que nos afastam do Senhor nosso.

Devemos, então, rejeitar em bloco o Carnaval atual?

A resposta pronta não existe! Se um cristão julga poder brincar o carnavalzão do mundo sem cometer excessos, sem dar azo à imoralidade, sem a dispersão interior violenta que nos tira da presença de Deus e da realidade, então brinque em paz! Duvido muito que isto seja possível, mas é preciso respeitar a consciência de cada um!

Eu mesmo sugiro, como pastor da Igreja, que os cristãos deem preferencia por brincar o Carnaval em grupos de cristãos, de modo puro, sereno, inocente, fraterno, com toda alegria que despretenciosa que nasce de um coração que sabe o sentido verdadeiro da existência.

Uma coisa é carta: à medida que o mundo se paganiza, é necessário reavaliar nossas posturas frente tantas realidades que antes, numa sociedade culturalmente cristã, não representavam problema algum para um  discípulo  de Cristo. Pense nisto. E que o Senhor o abençoe, meu Irmão!

fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 18, 2012

Pe. Paulo fala da heresia chamada TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Pe. Paulo fala da heresia chamada TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 15, 2012

O que é a Teologia da Libertação?

O que é a Teologia da Libertação?

Prof. Felipe Aquino 

Em face da condenação de um livro de Jon Sobrinho, um dos teólogos líderes da teologia da libertação, pela Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, do Vaticano, a discussão sobre esta teologia voltou a campo.

Um grupo de teólogos desta linha acaba de publicar um livro contestando a ação do Vaticano e do Papa. São eles: Marcelo Barros, Leonardo Boff, Teófilo Cabestrero, Oscar Campana, Víctor Codina, José Comblin , Confer de Nicaragua, Lee Cormie, Eduardo de la Serna, José Estermann, Benedito Ferraro, Eduardo Frades, Luis Arturo Garcia Dávalos, Ivone Gebara, Eduardo Hoornaert, Diego IrarrázavaI, Jung Mo Sung, Paul Kmitter, João Batista Libânio, María y José Ignacio López Vigil, Carlos Mesters, Ricardo Renshaw, Jean Richard, Pablo Richard, Luis Rivera Págan, José Sánchez, Stefan Silber, Ezequiel Silva, Afonso Mª Ligório Soares, José Sols, Paulo Suess, Luiz Carlos Susin, Faustino Teixeira, Tissa Balasuriya, e José María Vigil.
A Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo  Mundo publicou o livro “Bajar de la cruz a los pobres: cristología de la liberación”.

Muitos perguntam, o que é afinal, esta teologia da libertação? Vou responder esta pergunta com a resposta que deu a ela a autoridade da Igreja Católica; o Cardeal Joseph Ratzinguer, escolhido pelo Papa João Paulo II, em 1981, para ser o Prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé; aquela que está encarregada de cuidar da “sã doutrina” (1Tm1,10; 4,6; Tt1,9; 2,1;2,7; 2Tm4,3), que com tanta ênfase São Paulo recomendava a Timóteo e a Tito. Hoje o então Cardeal Ratzinger é o Papa Bento XVI.

A teologia da libertação surgiu, mais especificamente, na América Latina, na década de 60, e ganhou adeptos principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base. A partir dos anos 80 pudemos sentir mais de perto a sua ação. Foi então que o Cardeal Ratzinger, escreveu um importante artigo intitulado “Eu vos explico a teologia da libertação” (Revista PR,n. 276, set-out, 1984, pp354-365), onde deixou claro todo o seu perigo. Analisando este artigo, D.Estevão Bettencourt, afirma: “O autor  mostra  que a teologia da libertação não trata apenas de desenvolver a ética social cristã em vista da situação socioeconômica da América Latina, mas revolve todas as concepções do Cristianismo: doutrina da fé, constituição da Igreja, Liturgia, catequese, opções morais, etc.

Entre as afirmações, o então Cardeal Prefeito diz:
“A gravidade da teologia da libertação não é avaliada  de modo suficiente;  não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela”. (os grifos são meus)

“A teologia da libertação é uma nova versão do Cristianismo, segundo o racionalismo do teólogo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando “a seu modo”, uma linguagem teológica e até dogmática, pertencente ao patrimônio da igreja, revestindo-se até de uma certa mística, para  disfarçar os seus erros”.

O então Cardeal foi muito claro ao afirmar o perigo:
“Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida”.

E o Cardeal vai explicando esta teologia “nova”:
“Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constituição eclesiástica, a Liturgia, a catequese, as opções morais…”
“A teologia da libertação pretende dar nova interpretação global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma práxis de libertação e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal práxis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade é política, também a libertação é um conceito político e o guia rumo à libertação deve ser um guia para a ação política”.

A libertação, para a teologia da libertação, é conquistada pela via política, e não pela Redenção de Jesus, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo1,29). Jesus veio para “salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21), e disse  a Pilatos que “o seu Reino não é deste mundo”. O pecado, para a teologia da libertação, se resume quase que só no “pecado social”, mas este, não será “arrancado” com a conversão e com os Sacramentos da Igreja, mas com a “libertação” do povo, pela luta política. Daí o fato de haver um laxismo moral e espiritual em muitos adeptos dessa teologia. Muitos não valorizam a celebração da Missa, a não ser como uma “celebração de mobilização política” do povo oprimido. Não se valoriza suficientemente a oração, a Confissão, a Eucaristia, o santo Rosário, a adoração ao Santíssimo Sacramento, e a todas as práticas de espiritualidade tradicionais, que são, então, consideradas superadas e até alienantes.

Conheço vários jovens sacerdotes que se formaram em seminários fortemente influenciados pela teologia da libertação, e que hoje deixaram o sacerdócio, ficaram esvaziados espiritualmente… Noto que nem se realizaram no campo social e nem no campo religioso.

O então Cardeal Ratzinguer mostrou que é difícil enfrentar esse perigo, pois, como afirma:
“Os teólogos da libertação continuam a usar grande parte da linguagem ascética e dogmática da Igreja em chave nova, de tal modo que aqueles que lêem e escutam, partindo de outra visão, podem ter a impressão de reencontrar o patrimônio antigo com o acréscimo apenas de algumas afirmações um pouco estranhas…”

O então Cardeal mostrou a inversão que se faz no papel da comunidade, povo e história, para a vida da Igreja:
“A comunidade ‘interpreta’, com a sua ‘experiência’ os acontecimentos e encontra assim a sua práxis”.
” ‘Povo’ torna-se assim um conceito oposto ao de ‘hierarquia’ e antítese a todas as instituições indicadas como forças da opressão. Afinal, é ‘povo’, quem participa da ‘luta de classes’; a ‘ igreja popular’, acontece em oposição à  Igreja hierárquica. Por fim, o conceito de ‘história’, torna-se instância hermenêutica decisiva,…a história é a autêntica revelação e, portanto, a verdadeira instância hermenêutica da  interpretação bíblica…Pode-se dizer que o conceito de história absorve o conceito de Deus e de revelação”.

Em seguida, o então Cardeal mostra a deturpação também naquilo que é essencial: o Reino de Deus.
“Esse conceito encontra-se também no centro das teologias da libertação, lido porém no contexto da hermenêutica marxista. Segundo Jon Sobrino, o reino não deve ser compreendido espiritualmente, nem universalmente, no sentido de uma reserva escatologicamente abstrata. Deve ser compreendido de forma partidária e voltado para a práxis”.
Aqui se entende porque os adeptos da TL militam nos partidos políticos que visam a “libertação do povo”.

O Papa Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi, explicou o que é a verdadeira libertação:
“Acerca da libertação que a evangelização anuncia e se esforça por atuar, é necessário dizer antes o seguinte: ela não pode ser limitada à simples e restrita dimensão econômica, política, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimensões, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus… Mais ainda: a Igreja tem a firme convicção de que toda a libertação temporal, toda a libertação política, mesmo que ela porventura se esforçasse por encontrar numa ou noutra página do Antigo ou do Novo Testamento a própria justificação, … encerra em si mesma o gérmen da sua própria negação e desvia-se do ideal que se propõe, por isso mesmo que as suas motivações profundas não são as da justiça na caridade, e porque o impulso que a arrasta não tem dimensão verdadeiramente espiritual e a sua última finalidade não é a salvação e a beatitude em Deus.”
“A libertação que a evangelização proclama e prepara é aquela mesma que o próprio Jesus Cristo anunciou e proporcionou aos homens pelo seu sacrifício.” (n.33)

Os adeptos da teologia da libertação têm a enganosa mania de pensar que quem não aceita esta teologia não trabalha pelos pobres e oprimidos e não se preocupa com eles; se acham os únicos defensores dos excluídos; é um grande erro. A Igreja em seus 2000 anos de vida sempre socorreu os desvalidos e ainda o faz, mas nunca precisou lançar mão de ideologias estranhas para isso; sempre agiu pelo puro amor a Jesus Cristo que sofre no doente, no preso, no faminto, etc. A Igreja não precisa que novos teólogos a ensinem a fazer caridade; ela a faz desde os Apóstolos, ela é “perita em humanidade”, como disse Paulo VI.

Hoje 25% das instituições que tratam dos aidéticos são da Igreja; em toda a História da Igreja os santos e santas viveram a verdadeira caridade; só para citar alguns: Santa Isabel da Hungria, S. Vicente de Paulo, S. Francisco de Assis, S. Camilo de Lelis, S. João Bosco, Madre Teresa de Calcutá, Ira. Dulce, e milhares de outros que nunca precisaram reinterpretar o Evangelho e politizar a fé com métodos marxistas de luta de classes, invasão de propriedades alheias fora,  da lei, etc., para promover os pobres. São os verdadeiros bons samaritanos do Evangelho.

O Papa João Paulo II ao menos por duas vezes, falando aos bispos do Brasil, condenou as invasões de terras:
1 – Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, do Regional Sul l da CNBB, em visita “ad limina Apostolorum” de 13 a 28 de Março de 1996, o Papa disse:
“… mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Leão XIII quando ensina que “nem a justiça, nem o bem comum consentem danificar alguém ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto” (RN, 55). A Igreja não pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupação de terras, quer por invasões pelo uso da força, quer pela penetração sorrateira das propriedades agrícolas.”
2 – Em discurso em 26/nov/2002 aos bispos do Brasil, ele voltou a dizer:
“Para alcançar a justiça social se requer muito mais do que a simples aplicação de esquemas ideológicos originados pela luta de classes como, por exemplo, através da invasão de terras – já reprovada na minha viagem pastoral em 1991 – e de edifícios públicos e privados, ou por não citar outros, a adoção de medidas técnicas extremas, que podem ter conseqüências bem mais graves do que a injustiça do que pretendiam resolver”.
Não podemos nos fazer de surdos a essas palavras. Concluo com  as sábias palavras de D. Estevão:
“O cristão não pode ser de forma alguma, insensível à miséria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia para acudir cristãmente a tal situação, não lhe é necessário adotar um sistema de pensamento que é anticristão como a Teologia da Libertação; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Leão XIII até João Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em prática, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o ódio e a luta de classes”.

Prof. Felipe Aquino

fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/02/15/o-que-e-a-teologia-da-libertacao/

Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores que querem doar patrimônio público para o falso “Memorial da Democracia” do PT. Se houver resposta, juro que publico!

Por Reinaldo Azevedo

O Instituto Lula quer construir no Centro de São Paulo, num terreno que fica na antiga Cracolândia, o que chama “Memorial da Democracia”, que reunirá, com especial ênfase, um acervo de documentos e objetos dos oito anos de mandato do Apedeuta. Os petistas agora dizem que pretendem dar atenção também a outros momentos importantes da história, como a luta conta a escravidão, a proclamação da República etc. Para tanto, pediram à Prefeitura de São Paulo a cessão do tal terreno, com o que concordou o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que já enviou o pedido à Câmara, onde tem folgada maioria. Então ficamos com o roteiro completo para o triunfo da mistificação: Lula, um ex-presidente bastante popular, pede um terreno ao prefeito; este, que vive uma fase de aproximação com o PT, acha a idéia boa e envia a mensagem à Câmara, onde tem maioria. A maioria dos vereadores tende a concordar: quem não é fiel a Lula é fiel a Kassab. Resta ao Ministério Público demonstrar se tem ou não vergonha na cara e memória histórica ou se também está rendido a um partido político. E por que escrevo assim?

O escracho já começa no nome do empreendimento. O inspirador do “Instituto Lula” — que quer privatizar uma área de mais de 4 mil metros quadrados, que pertence a todos os moradores de São Paulo — decidiu, como se vê, privatizar também a democracia. Julga-se no papel de quem pode ser o inspirador de uma “memorial”. É uma piada grotesca, típica de asininos enfatuados, de exploradores da boa-fé pública. Se Lula é o senhor de um “Memorial da Democracia”, o que devemos a Ulysses Guimarães, por exemplo? A canonização? Estamos diante de uma pantomima histórica, de uma fraude.

Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores que estão doidos para cair de joelhos.

1: Constituição –  A negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988, uma das atitudes mais indignas tomadas até hoje por esse partido, fará parte do “Memorial da Democracia”, ou esse trecho será aspirado da historia, mais ou menos como a ministra da Mulher diz que aspirava úteros na Colômbia?

2: Expulsões – A expulsão dos três deputados petistas que participaram do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, pondo fim à ditadura – Aiston Soares, José Eudes e Bete Mendes – fará parte do “Memorial da Democracia”, ou isso também será aspirado da história, como a Universidade Federal de Santa Catarina aspirou a entrevista da agora ministra da Mulher? Em tempo: vi dia desses Soares negar na TV Cultura que tivesse sido expulso. Diga o que quiser, agora que fez as pazes com a legenda. Foi expulso, sim!

3: Governo Itamar – A expulsão de Luíza Erundina do partido porque aceitou ser ministra da Administração do governo Itamar, cuja estabilidade era fundamental par a democracia brasileira, entra no Memorial da Democracia, ou esse fato será eliminado da história junto com os fatos, os fetos, as fotos e os homens que não são do agrado do petismo?

4: Voto contra o Real – A mobilização do partido contra a aprovação do Plano Real integrará o acervo do Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que sempre apostaram na estabilidade do país?

5: Guerra contra as privatizações – As guerras bucéfalas contra as privatizações — o tema anda mais atual do que nunca — e todas as indignidades ditas contra a correta e necessária entrada do capital estrangeiro em setores ditos “estratégicos” merecerá uma leitura isenta, ou o Memorial da Democracia se atreverá a reunir como virtudes todas as imposturas do partido?

6: Luta contra a reestruturação dos bancos –  A guerra insana do petismo contra a reestruturação dos bancos públicos e privados ganhará uma área especial no Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que aquilo nunca aconteceu? Terão a coragem, já que são quem são, de insistir na mentira e de tratar, de novo, um dos pilares da salvação do país como um malefício, a exemplo do que fizeram no passado?

7: Ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal – Os petistas exporão os documentos que evidenciam que o partido recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornada depois cláusula pétrea da gestão de Antônio Palocci no Ministério da Fazenda?

8: Mensalão – O Memorial da Democracia vai expor, enfim, a conspiração dos vigaristas, que tiveram a desplante de usar dinheiro sujo para tentar criar uma espécie de Congresso paralelo, alimentado por escroques de dentro e de fora do governo? O prédio vai reunir os documentos da movimentação ilegal de dinheiro?

9: Duda Mendonça na CPI – Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002? O museu de Lula terá a coragem de evidenciar que ali estava motivo o bastante para o impeachment do presidente?

10: Dossiê dos aloprados – O Memorial da Democracia que tanto entusiasma Lula e Kassab trará a foto da montanha de dinheiro flagrada com os ditos aloprados, que tentavam fraudar as eleições — para não variar —, buscando imputar a José Serra um crime que não cometera? Exibirá a foto do assessor de Aloizio Mercadante, que disputava com Serra, carregando a mala preta?

11: Dossiê da Casa Civil – Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra?

12: Censura à imprensa – Kassab, que quer doar o terreno, se comprometeria a pedir a Lula que o Memorial da Democracia reunisse as evidências das muitas vezes em que o PT tentou censurar a imprensa, seja tentando criar o Conselho Federal de Jornalismo, seja introduzindo no Plano Nacional de Direitos Humanos mecanismos de censura prévia?

13: Imprensa comprada e vendida – Teremos a chance de ver os contratos de publicidade d governo e das estatais com pistoleiros disfarçados de jornalistas, que usam o dinheiro público para atacar a imprensa séria e aqueles que o governo considera adversários nos governos dos Estados, no Legislativo e no Judiciário?

14 – Novo dossiê contra adversário – O Museu da Democracia do Instituto Lula reunirá as evidências todas das novas conspiratas do petismo contra o candidato da oposição em 2010, com a criação de bunker para fazer dossiês com acusações falsas e a quebra do sigilo fiscal de familiares do candidato e de dirigentes tucanos?

15 – Uso da máquina contra governos de adversários – A mobilização da máquina federal contra o governo de São Paulo em episódios como o da retomada da Cracolândia e da desocupação do Pinheirinho entrará ou não no Memorial da Democracia como ato indigno do governo federal?

16 – Apoio a ditaduras – O sistemático apoio que os petistas empenham a ditaduras mundo afora estará devidamente retratado no Memorial da Democracia? Veremos Lula a comparar presos de consciência em Cuba a presos comuns no Brasil? Veremos Dilma Rousseff a comparar os dissidentes da ilha a terroristas de Guantánamo?

Fiz acima perguntas sobre 15 temas. Poderia passar aqui a noite listando as vigarices, imposturas, falcatruas e tentativas de fraudar a democracia protagonizadas por petistas e por governos do PT. As que se lêem são apenas as mais notórias e conhecidas.

NÃO! ERRAM AQUELES QUE ACHAM QUE QUERO IMPEDIR LULA — E O PT — DE CONTAR A HISTÓRIA COMO LHE DER NA TELHA. QUEM GOSTA DE CENSURA SÃO OS PETISTAS, NÃO EU! O Apedeuta que conte o mundo desde o fim e rivalize, se quiser, com Adão, Noé, Moisés ou o próprio Deus, para citar alguém que ele deve julgar quase à sua altura. MAS NÃO HÁ DE SER COM O NOSSO DINHEIRO.

Kassab tem o direito de doar uma área pública para aquilo que será, necessariamente, um monumento à versão da história de um só partido, com especial ênfase no trabalho de um líder? Não! Essa conversa de que será uma instituição suprapartidária é mentirosa desde a origem. Supor que Paulo Vannuchi — JUSTAMENTE O RESPONSÁVEL POR AQUELE PLANO SINISTRO QUE DIZIA SER DE DIREITOS HUMANOS E QUE PREVIA CENSURA PRÉVIA — e Paulo Okamotto possam ter qualquer iniciativa que não traga um viés petistas é tolice ou má fé. Ou, então, o prefeito transforme o centro de São Paulo numa espécie de Esplanada dos Partidos. Por que só para Lula?

Fique de olho, leitor! Se você for petista, deve achar a doação de um terreno a Lula a coisa mais normal do mundo, um presente merecido. Se não for, veja lá o que vai fazer o vereador. Se ele disser “sim” à proposta, estará sendo generoso com o seu dinheiro, com aquilo que lhe pertence.

Espalhe este texto. Herói é você, que sobrevive no Brasil mesmo com a classe política que aí está, não Lula. Ele é só um contumaz sabotador de governos alheios, que agora pretende, com a ajuda do prefeito e dos vereadores, tomar um terreno que pertence à população de São Paulo para erguer no lugar o Museu das Imposturas. De resto, basta que ele estale os dedos, e haverá empresários em penca dispostos a lhe encher as burras de grana. Que compre o terreno! E Kassab que trasnforme esse dinheiro em creches.

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tenho-algumas-perguntas-a-fazer-a-lula-a-kassab-e-aos-vereadores-que-querem-doar-patrimonio-publico-para-o-falso-%E2%80%9Cmemorial-da-democracia%E2%80%9D-do-pt-se-houver-resposta-juro-que-publico/


Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 11, 2012

A VIRGINDADE DE MARIA

A VIRGINDADE DE MARIA

Por Alessandro Manoel da Silva ( NINO )

A Virgindade de Maria

1) Introdução

Jesus não é filho de José.

Leiamos a genealogia de Jesus em Mat 1, 1-17: “… Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus chamado Cristo…”.

Comentário: Não é mencionado que José gerou Jesus.

Leiamos a genealogia de Jesus em Luc 3, 23-37: “Ao iniciar o ministério, Jesus tinha mais ou menos trinta anos e era, conforme se supunha, filho de José, filho de Eli…”

Comentário: O texto sagrado não afirma que Jesus era filho de José, mas que conforme o povo supunha ele era tido como filho de José.

Leiamos Mat 1, 18-20: “A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes de coabitarem, ela concebeu por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o anjo do senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo”.

Comentário: se José fosse o pai do filho de Maria, por que ele estava pensando em abandoná-la, se Maria já estava prometida em casamento a ele, isto é, já estava noiva dele, e se os filhos neste período eram considerados legítimos?

Maria teve outros filhos?

O Novo Testamento não conhece outros filhos de Maria e nem de José. Nunca em nenhuma passagem do novo testamento, ninguém é chamado filho de Maria a não ser Jesus. Nunca em nenhum texto do novo testamento, de ninguém Maria é chamada mãe, a não ser de Jesus (cf. Joa 19, 25).

1) Maria virgem antes do parto, no parto e depois do parto.

1.1) Maria virgem antes do parto:

Luc 1, 34: “Maria, porém, disse ao anjo: como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum?”.

Comentário: conforme as palavras de Maria, até aquele momento, ela era virgem e, ao que parece, não tinha planos em vista de mudar aquela sua realidade.

Nota: alguns teólogos católicos julgam que Maria havia feito propósito de virgindade consagrada à Deus. Porém, esta hipótese não é unanimemente aceita!

Isa 7, 14: “Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a jovem concebeu e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel”.

Comentário: a palavra hebraica Almah significa a jovem na flor de seus anos, o que não dá alusão direta à virgindade, mas a tradição judaica entendeu almah, no sentido virgem. Os tradutores da bíblia, em Alexandria, para o grego, no século III a.C., usaram o termo Aieparthénos (virgem) em lugar de Almah. São Mateus em seu evangelho (Mat 1, 23) utilizou a profecia de Isaías em sua forma grega:Aieparthénos, ou virgem Maria, e seu filho Emanuel, Deus conosco. Assim a própria escritura explica a escritura.

1.2) Maria virgem no parto:

Joa 1, 12-13: “Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que crêem em seu nome, ele, que não foi gerado nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus”.

Luc 2, 7: “E ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura…”.

Comentário: Tais dizeres insinuam a ausência das dores e da prostração que costumam acompanhar todo parto. A tradição, aliás, repetiu freqüentemente que Maria deu a luz sem dor, intencionando professar a maternidade virginal de Maria, pois ela nasceu sem a mancha do pecado original.

Joa 20, 19: “À tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas onde se achavam os discípulos, por medo dos judeus, Jesus veio e, pondo-se no meio deles, lhes disse: a paz esteja convosco!”.

Comentário: assim como Jesus transpôs as portas, ou paredes, do local onde os apóstolos se achavam reunidos, assim também, Jesus, pelo poder do Espírito Santo, transpôs o seio da virgem Maria e nasceu no meio dos homens.

1.3) Maria virgem depois do parto – o Filho único:

Há sete textos no Novo Testamento que mencionam “Os Irmãos de Jesus”, no entanto o mais expressivo é o de Mar 6, 3: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?”.

Leia também: Mat 13, 55s; Mar 3, 31-35; Mat 12, 46-50; Luc 8, 19-21; Joa 2, 12; Joa 7, 2-10; Ato 1, 14; Gál 1, 19 e 1 Cor 9, 5.

Vejamos então, qual o verdadeiro sentido do grau de
parentesco entre esses “Irmãos” e Jesus

A expressão “Irmãos de Jesus” foi concebida originariamente não em ambiente grego, mas no mundo Semita. Os habitantes de Nazaré, por exemplo, não falavam grego, mas aramaico. É preciso, portanto, que procuremos avaliar o sentido da palavra “irmão” em aramaico. Ora, em aramaico, assim como em hebraico (línguas afins entre si), a palavra “Irmãos” Ah, em hebraico e Aha, em Aramaico, designava não somente os filhos dos mesmos genitores, mas também, os primos ou até parentes mais remotos, pois estas línguas eram pobres em vocabulário.

No antigo testamento, vinte passagens atestam o amplo significado da palavra “Irmão”, vejamos alguns exemplos:

Leiamos Gên 11, 27: “Eis a descendência de Taré: Taré gerou Abrão, Nacor e Arã. Arã gerou Ló”.; 
Leiamos Gên 12, 5: “Abrão tomou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló,…”;
Agora leiamos Gên 13, 8: “Abrão disse a Ló: que não haja discórdia entre mim e ti, entre meus pastores e os teus, pois somos irmãos“.   (Leia também Gên 14, 12.14.16).

Leiamos 1 Cro 23, 21-22: “Filhos de Merari: Mooli e Musi. Filhos de Mooli: Eleazar e Cis. Eleazar morreu sem ter filhos, mas teve filhas que foram desposadas pelos filhos de Cis, seus irmãos“.

Leiamos Tb 8, 9: Aconselhado pelo Arcanjo Rafael a casar-se com Sara, filha única de Raguel e de Ana, parentes próximos de seu pai, Tobias assim rezou a Deus: “Senhor, sabeis que não é por motivo de luxúria que recebo por mulher esta minha irmã”.

Outros exemplos: Gn 12, 8-14; Gn 29, 12.15; Gn 31, 23; Gn 37, 16; Gn 39, 15; Gn 42, 15; Gn 43, 5; 1 Cro 15, 5; 2 Cro 36, 10; 2 Reis 10, 13;1 Sam 20, 29; Lv 10, 4; Jó 19, 13-14; Jó 42, 11.

Comentário: Vale esclarecer que na tradução grega foi usado o termo “Adelphós” irmãos, apesar do grego ter a palavra primo, em virtude da língua de pregação de Jesus ser o hebraico e o aramaico, que não tinha palavra própria para dizer primo. Com base nesta verificação, não teremos dificuldade de compreender que os “Irmãos de Jesus” eram, na verdade, primos de Jesus. Ora, é sabido que entre os orientais, os parentes mais próximos eram chamados de irmãos, como até hoje se dá em alguns países notadamente a Índia, onde em alguns idiomas locais não há palavras para designar “primo” Vejamos as pistas que alguns textos do evangelho nos dão:

Mat 27, 55-56: “Estavam ali muitas mulheres olhando de longe. Haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia a servi-lo. Entre elas Maria madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e a mãe dos filhos de Zebedeu”.  (Confira Mar 15, 40).

Comentário: essa Maria, mãe de Tiago e de José, não é a esposa de José, mas de Clopas (ou Cléofas, ou Alfeu), conforme Joa 19, 25: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena”.

Para melhor compreensão vejamos seguintes:

Filhos de Eli (Luc 3,23): José (pai adotivo de Jesus) e Clopas (ou Alfeu ou Cléofas). José (pai adotivo de Jesus) casou-se com Maria, mãe de Jesus. Clopas casou-se com uma mulher também chamada Maria (denominada Maria de Clopas). Dessa união, nasceram os seguintes filhos: Tiago (menor); José; Judas (não é o Iscariotes); Simão (não é Simão Pedro).

Pois bem, os nomes de Clopas (ou Alfeu ou Cléofas) designam em grego a mesma pessoa, pois são formas gregas do nome aramaico Claphai. O mais antigo historiador da Igreja, Hegesipo (180 d.C. – Memórias) conta-nos que Clopas (ou Alfeu ou Cléofas) era irmão de São José.

É muito comum nas Escrituras uma pessoa ser conhecida pôr 2 ou mais nomes diversos: O sogro de Moisés é chamado Raguel (Êxodo 2, 18 a 21) e logo depois é chamado Jetro (Êxodo 3, 1). Gedeão, depois de ter derribado o altar de Baal é chamado também Jerobaal (Juizes 6, 32). Josias, rei de Judá, é chamado também Azarias (2 Reis 15, 23; 1 Crônicas 3, 12). E no Novo Testamento o mesmo Mateus é chamado Levi: ‘Viu um homem, que estava sentado na coletoria de impostos, chamado Mateus (Mateus 9, 9). “Viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos (Marcos 2, 14). O mesmo que é chamado José é chamado Barsabas (Atos 1, 23)”.

Ainda, para melhor entendimento, é necessário esclarecer que outra família também entra neste contexto, a de Zebedeu tinha por esposa Salomé e teve os seguintes filhos: João (discípulo a quem Jesus amava) e Tiago (maior).

Ainda existe a família de João (Joa 21,15), que não é João o Evangelista, que era pai de Simão (que passou a se chamar Pedro) e André.

 Esse esquema explica a íntima relação que unia as famílias de Clopas e de José. Supõe-se que São José morreu antes da vida pública de Jesus. Parece então que a virgem Maria e seu divino Filho foram para a casa de seu cunhado e as duas famílias se fundiram numa só.  Quando Jesus, aos 30 anos de idade deixou sua mãe para iniciar sua vida pública, Maria sempre saía acompanhada de seus sobrinhos (a mulher oriental no judaísmo antigo não se apresentava em público sozinha, mas sempre acompanha por parentes próximos masculinos), isto explica porque nos evangelhos Maria aparece freqüentemente em companhia dos “Irmãos de Jesus”, que na verdade, não eram filhos da virgem Maria, mas sim, seus sobrinhos.

Estavam ao pé da cruz:

Segundo os Evangelhos Sinóticos:

Mat 27, 55-56: “Estavam ali muitas mulheres olhando de longe. Haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia a serví-lo. Entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José ( mulher de Clopas Jô 19, 25 ) e a Mãe dos filhos de Zebedeu”.

Mar 15, 40: “Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe. Entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago (menor) e de José, e Salomé”.

Luc 23, 49: “Os amigos de Jesus como também as mulheres, que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas”.

Segundo o Evangelista João:

Joa 19, 25: “perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas e Maria Madalena“. 
(Entende-se aqui que Maria de Clopas era concunhada de Maria, termo inexistente na língua hebraica. Talvez Maria de Clopas pudesse também vir a ser irmã de sangue de Maria – mãe de Jesus, porém não há como prová-lo.).

Enumerando as mulheres que estavam juntamente com Maria ao pé da cruz, Mateus, Marcos e João as identificam da seguinte maneira:

Mateus 27, 56 Marcos 15, 40 João 19, 25
Maria, mãe de Tiago e de José; Maria, mãe de Tiago Menor e de José; a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas
Maria Madalena; Maria Madalena Maria Madalena
a mãe dos filhos de Zebedeu. Salomé

Por aí se vê que a mesma Maria que é apresentada por São João como tia de Jesus (Irmã de sua mãe) é apresentada por São Mateus e São Marcos como mãe de Tiago menor e de José. E é claro que não se trata de Maria Salomé, que é a mãe dos filhos de Zebedeu e, portanto, é mãe de Tiago Maior.

Tiago (maior) e João:

Mar 10,35: “Aproximaram-se de Jesus Tiago e João, filhos de Zebedeu e disseram-lhe: ‘Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos”.

Mat 20, 20: “Nisto, aproximou-se à mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica”.
(Trata-se de Salomé, mulher de Zebedeu).

Relação dos Apóstolos:

Luc 6, 14-16: “Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro, André, seu irmão, Tiago, João, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado zelador, Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que foi o traidor”.

Mat 10, 2-4: “Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro, depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Felipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu. Simão, o cananeu e Judas Iscariotes, que foi o traidor”.
(Tadeu é o Judas que não é o Iscariotes).

Mar 3, 16-19: “Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer, filhos do trovão. Ele escolheu também André, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão o zelador, e Judas Iscariotes, que o entregou”.

Jesus foi filho único?

Luc 2, 41-46: “Seus Pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, segundo o costume, subiram para festa. Terminados os dias, eles voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia, e puseram-se a procurá-lo entre os parentes e conhecidos, e não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura. Três dias depois, eles o encontraram no templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”.

Comentário: Os dias de festa da Páscoa eram 7 (sete), contando os dias de viagem de ida e volta, a Sagrada Família deve ter ficado cerca de quinze dias fora de casa. Ora, Maria e José não podem ter deixado no lar, por tanto tempo, filhos pequenos, donde se conclui, logicamente, que aos doze anos de idade Jesus era filho único.
Por que nunca os evangelhos chamam os “irmãos de Jesus” de “filhos de Maria” ou de “José”, como fazem em relação ao Nosso Senhor? E como, durante toda a vida da Sagrada Família, o número de seus membros é sempre três? A fuga para o Egito, a perda e o encontro de Jesus no Templo, etc…

Joa 19, 26-27: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse a sua mãe: mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: eis a tua mãe! E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa”.

Comentário: Jesus ao morrer confiou sua mãe a João evangelista, filho de Zebedeu, membro de outra família. Este gesto seria incompreensível se Maria tivesse outros filhos em casa, já que segundo a lei de Moisés teria que ficar aos cuidados do filho mais velho. Jesus é dito “suposto filho de José” em Luc 3, 23; é dito “o filho de Maria” (com artigo) -“uiós Marias”, em Mar 6, 3. O Evangelho nunca diz: “A mãe de Jesus e seus filhos”, embora isto fosse natural se ela tivesse outros filhos (ver Mar 3, 31-35 e Ato 1, 14).

Objeções para a virgindade de Maria

1) “Antes de coabitarem” (Mat 1, 18):

“… Antes de coabitarem, ela concebeu por obra do Espírito Santo”.

Comentário: Com esta expressão, o Evangelista dá a entender que a concepção virginal de Cristo se deu antes que a Virgem Maria estivesse vivendo na casa de seu castíssimo esposo. O que não significa que tenham coabitado depois. Como alguém que diz, fulano estava dormindo e morreu antes de acordar. Não significa que depois tenha acordado. Que não houve coabitação se constata também quando o mesmo Evangelista narra que São José, percebendo que sua esposa concebera, não conhecendo o mistério, mas não querendo difamá-la, resolveu “rejeitá-la secretamente”. Mas o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos tranqüilizando-o e aconselhando-o a recebê-la em casa, porque ela concebera por obra do Espírito Santo ( Mat 1, 20-24 ).

2) Expressões “Até que…” ou “Até o dia em que…” (Mat 1, 25):

 “Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus”.- Dando a entender que São José a teria conhecido após o Nascimento de Jesus.

Leiamos também os seguintes textos sagrados:

2 Sm 6, 23: “E Micol, filha de Saul, não teve filhos até o dia da sua morte”.
Comentário: Ninguém deduziria daí que os teve depois da morte.

Sal 110, 1: “Oráculo de Iahweh ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos como escabelo de teus pés”.
Comentário: Isto não significa que depois de vencidos os inimigos o Messias deixará de se sentar à direita do pai.

Gên 28, 15: “Eu estou contigo e te guardarei em todo lugar aonde fores, e te reconduzirei a esta terra, porque não te abandonarei enquanto não tiver realizado o que te prometi”.
Comentário: e depois que Iahweh realizar aquilo que prometeu o abandonará?

Gên 8,7: “O corvo de Noé soltou após o dilúvio, Não voltou à arca até que as águas secassem”.
Comentário: Isso não quer dizer que, depois do dilúvio, o corvo voltou à arca”.

Mat 28, 20: “E ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Comentário: E depois da consumação dos séculos não estará mais conosco?

Esclarecimento

 A expressão “até que” (ou “até o dia em que”) corresponde ao grego “Heos Hou”, ao hebraico “Ad ki” e ao latim “donec”. Esta partícula na Escritura ocorre para designar apenas o que se deu (ou não se deu) no passado, sem indicação do que haveria de acontecer no futuro.

Nota: Às  vezes, edições  mais recentes da Bíblia   substituem  o “até que” por  “a fim de que”, “sem que”, “sem” ou  semelhante. Mas o caso é sempre o mesmo.

3)  “O seu filho primogênito” (Luc 2, 7):

“E ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura,…”.

Esclarecimento

O termo primogênito não significa que a mãe de Jesus tenha tido outros filhos após ele. Em hebraico “Bekor“, que quer dizer primogênito, podia significar simplesmente o bem-amado, pois o primogênito é certamente aquele dos filhos no qual durante certo tempo se concentra todo amor dos pais; além disso, o primogênito era considerado pelos Hebreus, como de especial amor da parte de Deus, pois devia ser consagrado ao senhor desde os seus primeiros dias. ( cf. Lc 2, 22; Ex 13, 2; Ex 34, 19 ) e ele devia cumprir, logo no 1º mês, a lei do resgate. (Núm. 18,16) Essa lei não esperava pelo segundo filho para que o primeiro fosse tido e tratado por toda vida como primogênito.

Vejamos os seguintes textos sagrados:

Êxo 13, 2: “Consagra-me todo primogênito, todo o que abre o útero materno, entre os filhos de Israel. Homem ou animal será meu”.

Êxo 34, 19: “Todo o que sair por primeiro do seio materno é meu: todo macho, todo primogênito das tuas ovelhas e do teu gado”.

Zac 12, 10: “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre todo habitante de Jerusalém um Espírito de Graça e de Súplica, e eles olharão para mim. Quanto àquele que eles transpassaram, eles o lamentarão como se fosse a lamentação de um filho único; eles o chorarão como se chora sobre o primogênito“.

Comentário: a palavra primogênito podia ser sinônima de “unigênito”, pois um e outro vocábulo na mentalidade semita designam o bem amado. Mesmo fora da Terra de Israel, podia chamar-se primogênito o menino que não tivesse irmão nem irmã mais jovem. É o que atesta uma inscrição sepulcral judaica datada de 5 a.C. e descoberta em Tell-el-Yedouhieh ( Egito ), no ano de 1922. Lê-se nela que uma jovem chamada Arsinoé morreu “nas dores do parto do seu filho primogênito”

4) “Todo macho que abre o útero” (Luc 2, 23):

“Conforme está escrito na lei do Senhor: todo macho que abre o útero será consagrado ao senhor”, (Leia também Êxo 13, 2.12.15).

Comentário: Utiliza-se este trecho da Sagrada Escritura para argumentar que Maria não teria sido virgem no parto, pois nesse texto, São Lucas aplica a Jesus “o macho que abre o útero”, a isto responde-se: esta expressão “O macho que abre o útero” ou, conforme outra tradução, “O filho que abre o seio materno” é clássica da lei de Moisés para designar o primeiro (ou também o único) filho. Tais palavras não têm em vista um fenômeno fisiológico, mas apenas a posição jurídica do filho na família.

A Sagrada Tradição Cristã sobre a virgindade de Maria

· “Filho de Deus pelo desejo e poder de Deus, nasceu verdadeiramente de uma Virgem” (S. Inácio de Antioquia, “Carta aos Magnésios”, 110 d.C.).

· “O Príncipe deste mundo ignorou a virgindade de Maria e o seu parto, da mesma forma que a Morte do Senhor: três mistérios proeminentes que se realizaram no silêncio de Deus” ( Santo Inácio de Antioquia, Ad. Eph. 19, 1: SC 10 bis, 74 ( Funk 1, 228 ); cf. 1 Cor 2, 8 ).

· “E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: ‘Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado “Deus-conosco”‘. A frase ‘Eis que uma virgem conceberá’ significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, embora ainda permanecesse Virgem” (S. Justino Mártir, “Primeira Apologia”, 148-155 d.C.).

· “A Virgem Maria mostrou-se obediente ao dizer: “Eis aqui tua serva, Senhor; faça-se em mim conforme a tua palavra”. Entretanto, Eva foi desobediente; mesmo enquanto era virgem, ela não obedeceu. Como ela – que ainda era virgem embora tivesse Adão por marido… – foi desobediente, tornou-se a causa da sua própria morte e também de todo gênero humano; então, também Maria, noiva de um homem, mas, apesar disso, ainda virgem, sendo obediente, se tornou a causa de salvação dela própria e de todo o gênero humano… Assim, o problema da desobediência de Eva foi eliminado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva causou em sua incredulidade, a Virgem Maria eliminou através da sua fé” (S. Ireneu, “Contra as Heresias” Harvey, 2, 124 180-199 d.C.).

· “A Virgem Maria, tendo sido obediente à palavra de Deus, recebeu de um anjo a alegre notícia de que iria dar à luz ao próprio Deus” (S. Ireneu de Lião, “Contra as Heresias V, 19,1”, 189 d.C.).

· “Apesar de permanecer virgem enquanto carregava um filho em seu ventre, a serva e obra da sabedoria divina tornou-se a Mãe de Deus” (Efraim o Sírio, “Canções de Louvor 1,20”, 351 d.C.).

· “Houve quem negasse que Maria tivesse permanecido virgem. Desde muito temos preferido não falar sobre este tão grande sacrilégio. Maria (…) que é mestra da virgindade, (…) não podia acontecer que aquela que em si tinha trazido Deus resolvesse andar as voltas com um homem. Nem José, varão justo, cairia nessa loucura de querer misturar-se com a mãe do Senhor, em relação carnal”.( Santo Ambrósio, De Inst. Virg. I, 3).

· “O Verbo gerado do Pai do céu, inexpressavelmente, inexplicavelmente, incompreensivelmente e maneira de eterna, nasceu há tempos atrás da Virgem Maria, a Mãe de Deus” (S. Atanásio, “A Encarnação do Verbo de Deus 8”, 365 d.C.).

· “O Filho de Deus encarnou-Se, isto é, foi gerado de modo perfeito por Santa Maria, a sempre Virgem, por obra do Espírito Santo” (Santo Epifânio, Ancoratus, 119,5; DS 44, 374 d.C.).

· “Se alguém disser que a Santa Maria não é a Mãe de Deus, ele está em divergência com Deus. Se alguém declarar que Cristo passou pela Virgem como se passasse por um canal, e que não se desenvolveu divina e humanamente nela – divina porque não houve a participação de um homem, e humanamente segundo a lei da gestação – tal pessoa é também herege” (S. Gregório de Nanzianzo, “Carta ao Sacerdote Cledônio”, 382 d.C.).

· “Invoco o Espírito Santo para que Ele possa se expressar através da minha boca e, assim, defenda a virgindade da bem-aventurada Maria. Invoco o Senhor Jesus para que proteja o santíssimo ventre no qual permaneceu por aproximadamente dez meses, sem quaisquer suspeitas de colaboração de natureza sexual. Rogo também a Deus Pai para que demonstre que a mãe de Seu Filho – que se tornou mãe antes de se casar – permaneceu Virgem ainda após o nascimento de seu Filho.” ( São Jerônimo, Da Virgindade Perpétua de Maria, Cap. 2, 383 d.C. )

· “Você diz que Maria não continuou virgem. Eu brado ainda mais que José, ele mesmo, aceitou que Maria era virgem, de modo que de um casamento virgem nasceu um filho virgem. Porque se, como um homem santo, ele não se apresentou com a acusação de fornicação, e está escrito que ele não teve outra esposa, mas foi o guardião de Maria, aquela que foi tida por sua esposa, mas não ele por seu marido; a conclusão é que aquele que foi julgado digno de ser chamado pai do Senhor, permaneceu casto.” ( São Jerônimo, Da Virgindade Perpétua de Maria, Cap. 21, 383 d.C. )

· “Nos ajuda a compreender os termos “primogênito” e “unigênito” quando o Evangelista diz que Maria permaneceu Virgem “até que deu à luz ao seu filho primogênito” [Mt 1,25]. Nada fez Maria, que é honrada e louvada acima de todas as outras: não se relacionou com ninguém, nem jamais foi Mãe de qualquer outro filho; mas, mesmo após o nascimento do seu filho [único], ela permaneceu sempre e para sempre uma virgem imaculada” (Dídimo o Cego, “A Trindade 3,4”, 386 d.C.).

· “Entre todas as mulheres, Maria é a única a ser, ao mesmo tempo, Virgem e Mãe, não somente segundo o espírito, mas também pelo corpo. Ela é mãe conforme o espírito, não d’Aquele que é nossa Cabeça, isto é, do Salvador do qual ela nasceu, espiritualmente. Pois todos os que nele creram – e nesse número ela mesma se encontra – são chamado, com razão”, filhos do Esposo” [Mt 9,15]. Mas, certamente, ela é a mãe de seus membros, segundo o espírito, pois cooperou com seu amor para que nascessem os fiéis na Igreja – os membros daquela divina Cabeça – da qual ela mesma é, corporalmente, a verdadeira mãe” (S. Agostinho, “A Virgindade Consagrada 6,6”, 401 d.C.).

· “Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre” ( Santo Agostinho, sermão, 186, 1: Pl 38, 999 ).

· “Quem jamais houve que tivesse ousado proferir o nome de Maria sem acrescentar a palavra “Virgem”? Porque Ela permaneceu Virgem ilibada. Negá-lo, seria grande perversidade”. (Santo Epifânio, Panarion, em “Adversus haereses”, 403 d.C.).

· “Voltando-se o Senhor, viu o discípulo a quem amava”, e lhe disse, a respeito de Maria: “Eis aí tua Mãe”; e então à Mãe: “Eis aí teu filho” (Jo 19,26). Ora, se Maria tivesse filhos, ou se seu esposo ainda estivesse vivo, por que o Senhor a confiaria a João, ou João a ela? Mas, e por que não a confiou a Pedro, a André, a Mateus, a Bartolomeu? Fê-lo a João por causa da sua virgindade. A ele foi que disse: “Eis aí a tua mãe”. Não sendo mãe corporal de João, o Senhor queria significar ser ela a mãe ou o princípio da virgindade: dela procedeu a Vida. Nesse intuito dirigiu-se a João, que era estranho, que não era parente, a fim de indicar que sua Mãe devia ser honrada. Dela, na verdade, o Senhor nascera, quanto ao corpo; sua encarnação não fora aparente, mas real. E se ela não fosse verdadeiramente sua Mãe, aquela de quem recebera a carne, e que o dera à luz, não se preocuparia tanto em recomendá-la como a sempre Virgem. Sendo sua Mãe, não admitia mancha alguma na sua honra e no admirável vaso do seu corpo. Mas prossegue o Evangelho: “e a partir daquele momento, o discípulo a levou consigo”. Ora, se ela tivesse esposo, casa e filhos, iria para o que era seu, não para o alheio.”( Santo Epifânio, PG, 42, 714s, 403 d.C. ).

· “O próprio Verbo, vindo por sua vontade à Bem-Aventurada Virgem, assumiu para si o seu próprio templo da substância da Virgem e saindo dela, fez-se completamente homem de modo que todos pudessem vê-lo externamente, mas sendo verdadeiramente Deus internamente. Portanto, Ele preservou sua Mãe virgem mesmo depois dela ter dado à luz” (S. Cirilo de Alexandria, “Contra aqueles que não desejam professar que a Santa Virgem é a Mãe de Deus 4”, 430 d.C.).

· Se a dignidade de ser Mãe de Deus supôs a virgindade antes e no parto, essa mesma dignidade segue existindo depois do parto (São Tomás de Aquino, S. Th. III, q. 28, a.3).

· “Não pode negar que Maria e José contraíram o verdadeiro matrimônio, porquanto que Maria concebeu e
deu a luz a Cristo virginalmente e no dia da união com José. Com isso, pode se dizer aos fiéis casados que, ainda guardado de comum consentimento a continência, permanece o vínculo conjugal sem a união dos corpos”. (São Tomás de Aquino, S. Th. Q.29, a.2).

· “De fato, no mistério da Igreja, a qual também se chama com razão virgem e mãe, à Santíssima Virgem Maria pertence o primeiro lugar, por ser de modo eminente e singular exemplo de virgem e mãe” ( Cf. Ps. Pedro Damasceno, Serm. 63: Pl 144, 861 AB. Godofredo de São Vítor, In Nat. B. M., Ms. Paris, Mazarine, 1002 fol. 109r. Gerhobus Reich, De Gloria et Honoré Folii hominis 10: Pl 194, 1105 AB. ).

· “E é também Virgem, que guarda a fé jurada ao Esposo, íntegra e pura; e, á imitação da Mãe do seu Senhor, conserva, pela graça do Espírito Santo, virginalmente íntegra a fé, sólida a esperança, sincera a caridade” ( Cf. Santo Ambrósio, 1. Cit e Expôs. Lc 10, 24-25: Pl 15, 180. Santo Agostinho, In Jô. Tr. 13, 12: Pl 35, 1499. Cf. Serm. 191, 2, 3: Pl 38, 1010etc. Cf. Vê. Beda, In Lc Expos. I, cap. 2: Pl 92, 330. Isaac de Stella, Serm. 54: Pl 194, 1863 A. ).

· Sobre a virgindade perpétua de Maria: ” Tua pureza fica salva no anúncio angélico sobre tua prole; tua virgindade encontra segurança no nome de teu Filho, e assim permaneces honesta e íntegra depois do parto. Não quero ver-te [Joviano] questionar sobre o pudor de nossa Virgem no parto, não quero ver-te corromper a sua integridade na geração; não quero saber violada sua virgindade no momento em que deu à luz. Não lhe negues a maternidade porque foi virgem; não a prives da plena glória da virgindade, porque foi mãe. Se uma dessas coisas tu confundes, em tudo erraste. Desconhecer a harmonia que as une é ignorar por completa a verdade que encerram. Se não pensas assim estas errado, pecas contra a justiça. Se negas à Virgem sua maternidade ou sua virgindade, injurias grandemente a Deus. Negas que ele possa fazer a sua vontade, que ele possa manter virgem a que encontrou virgem. Mas então a divindade do Onipotente antes trouxe detrimento do que benefício a Maria; enfeiou-a Aquele que enchera de beleza, ao cria-la. Cesse o pensamento que assim julga, cale-se a boca que assim fala, não ressoe tal voz. Porque Maria é Virgem por graça de Deus, virgem de homem, virgem por testemunho do anjo, virgem por declaração do esposo, virgem sem sombra de dúvida, virgem antes da vinda do seu filho, virgem depois de concebê-lo, virgem no parto, virgem depois do parto. Fecundada pelo Verbo e de repleta, dignamente deu-o à luz, em nascimento humano, sim, conforme a condição e à verdade das coisas humanas, mas de modo intacto, incorrupto e totalmente íntegro. Isso ela deve a um dom divino, a uma divina graça, a uma divina concessão, mediante uma obra totalmente nova, de eficácia nova, de realização inédita, mantendo-se virgem pela concepção e depois da concepção, pelo parto, com o parto e depois do parto, virgem com o que havia de nascer, com o que nascia, virgem depois do seu nascimento. Dita, pois, esposa e virgem, escolhida para esposa e virgem, criada como esposa e virgem. Sempre virgem, apesar do filho e do esposo, alheia a toda união e comércio conjugal. Verdadeiramente virgem e santa, virgem gloriosa, virgem honrada. E após o nascimento do Verbo encarnado, após a natividade do homem assumido em Deus, do homem unido a Deus, mais santa virgem ainda, santíssima, mais bem-aventurada, mais gloriosa, mais nobre, mais honrada, e mais augusta.” (Santo Ildefonso de Toledo, Patrologia Latina 96,58, 617-667 d. C.).

Os Reformadores Protestantes sobre a virgindade de Maria

1)  Martinho Lutero (1483-1546):
Lutero foi formado na Tradição Católica que lhe ensinou a veneração a Maria, veneração que ele guardou até o fim da vida. Eis alguns de seus comentários:

· Sobre o Magnificat (Luc 1, 46-55): “Ó bem aventurada Mãe, Virgem Digníssima, recorda-te de nós e obtém que também em nós o Senhor faça essas grandes coisas!”

· Ao referir-se a Mat 1, 25 (“Mas não a conheceu até o dia em que…”): “Destas palavras não se pode concluir que após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto.” (Obras de Lutero Ed. Weimer, Tomo 11, pág. 323).

· “A bem-aventurada virgem via Deus em tudo; não se apegava a criatura alguma; tudo, ela o referia a Deus… por isso é puríssima adoradora de Deus, ela que exaltou Deus acima de todas as coisas.”  (Weimer, T1, Pp 60s).

· Texto de Lutero já no fim de sua vida: “Virgem antes, no e depois do parto, que está grávida e dá à luz. Este artigo (da fé) é milagre divino.” (Sermão Natal 1540:  wa 49,182).

· “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o auxílio de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem. (“Artigos da Doutrina Cristã”)

· “Ele, Cristo, nosso Salvador, era o fruto real e natural do ventre virginal de Maria… Isto aconteceu sem a participação de qualquer homem e ela permaneceu virgem mesmo depois disso” (Martinho Lutero, “Sermões sobre João”, cap. 1 a 4, 1537-39 d.C.).

· Por isto Lutero se insurgia contra aqueles que lhe atribuíam a doutrina de que “Maria, a Mãe de Deus, não tenha sido virgem antes e depois do parto, mas tenha gerado Cristo e outros filhos com contato com José” (Weimar, tomo 11, pg. 314). Os irmãos de Jesus, mencionados no Evangelho, são parentes do Senhor (Weimar, tomo 46, pg. 723; Tischreden 5, nº 5839). O reformador prometia 100 moedas de ouro a quem lhe provasse que a palavra “almah” em Is 7,14 não significa virgem ( Ed. Weimer, tomo 53, pg. 640 ).

2)  João Calvino (1509-1564):
Calvino em Genebra (Suiça), foi muito mais radical do que Lutero na Alemanha. Imprimiu notas pessoais a reforma, entre as quais do Presbiterianismo. Eis alguns de seus comentários:

· “Professo que da genealogia de Cristo não se pode deduzir que ele foi filho de Davi a não ser através da virgem.” (Calvini Opera 2,351).

· A respeito de Mat 1, 25 : “Jesus é dito primogênito unicamente para que saibamos que ele nasceu da virgem.”  (Calvini Opera 45,645).

· A propósito Is 7,14: “O profeta teria feito coisa muito fria e insípida se, depois de anunciar algo de novo e insólito entre os judeus, acrescentasse: ‘Uma jovem conceberá’. É assaz claro, portanto, que ele fala da Virgem, que havia de conceber não conforme as leis ordinárias da natureza, mas por graça do Espírito Santo” (Calvini Opera 36,156s).

· Calvino exalta as virtudes de Maria quando escreve: “Quando a Virgem disse: ‘Eis a Serva do Senhor’, ela se ofereceu e entregou totalmente a Deus, para que se servisse dela conforme os direitos de Deus. ‘Faça-se em mim’: entendo estas palavras como expressão de que Maria estava persuadida do poder de Deus e voluntariamente se dispunha a atender ao seu chamado; acreditou na promessa do Senhor, cuja realização Ela não somente esperava, mas também pedia ardorosamente” (Calvini Opera 45,30).

· Ao comentar a frase: “Bem-aventurada me dirão todas as gerações”, julga que Maria assim “proclamava uma tão grande dádiva de Deus que não era lícito silenciá-la… Reconhecemos que este dom foi altamente honroso para Maria. De boa vontade seguimo-la como mestra e obedecemos aos ensinamentos e preceitos da Virgem” (Calvini Opera 45,38).

3)  Ülrico Zwínglio (1484-1531):
Zwínglio em Zürich (Suíça) iniciou uma reforma que foi posteriormente absorvida pelo Calvinismo. Disse Zwínglio:

· “Creio firmemente que,  segundo o Evangelho, Maria como virgem pura, gerou o filho de Deus e no parto e após o parto permaneceu para sempre virgem pura e íntegra. Também acredito firmemente que ela foi por Deus exaltada acima de todas as criaturas bem-aventuradas (sobre os homens e anjos) na eterna bem-aventurança.”  (Zwinglio Opera 1,424).

· Os “irmãos do Senhor” eram, para Zwinglio, “os amigos do Senhor” (Zwinglio Opera 1,401).

· Declarou: “Estimo grandemente a Mãe de Deus, a Virgem Maria perpetuamente casta e imaculada” (Zwinglio Opera 2,189).

Explicações Complementares:

A) Por que Jesus chamava Maria de Mulher ?

Joa 19, 26-27: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho.’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe.’ e desta hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.'”

Gên 3, 15: “Porei ódio entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

Apo 12, 17: “Este, então, se irritou contra a Mulher, e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.”

B) Como era o noivado de origem Judaica?

Em hebraico é chamado Kiddushin. Era o compromisso de casamento feito pelos dois contraentes diante de duas testemunhas. Esse compromisso já era considerado um casamento legal. Os noivos tinham o prazo de um ano para passarem a morar juntos. Se durante o tempo de noivado nascessem filhos, esses filhos eram considerados como legítimos, porém o ato sexual entre os noivos neste período constituía um pecado.
No tempo oportuno era feita uma grande festa nupcial e, somente então, a noiva passava a morar na casa do noivo. Com tal cerimônia, o casamento era considerado civilmente completo, legalmente constituído. Havia solene ritual público e comunitário para a celebração.

Comentário: A idéia de abandono de Maria por José é compreensível diante do acontecimento. Antes de passarem a morar juntos, ou seja, antes da cerimônia solene da festa nupcial, Maria já estava grávida. De um lado, José a julgava mulher virtuosa e pura, por ser ele um homem justo, conforme diz o texto sagrado. De outro lado, havia o problema da gravidez dela, pois o filho não era dele. De acordo com a lei, ele deveria denunciá-la perante a sociedade,  e ela seria apedrejada (Deu 22, 13-21). Diante disso, José que não queria acusar Maria porque sabia de suas virtudes, resolveu então deixá-la secretamente, sem acusá-la, o que a livraria da pena de morte.

Nesse tempo ocorre a intervenção de Deus, que o evangelista descreve por meio do gênero literário dos “sonhos”, no qual deus lhe revela que “o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (Mat 1, 19-20). Ele entende e aceita a paternidade  legal de Jesus

Conclusão:

Significado positivo
Se a profissão da virgindade de Maria não implica menosprezo do matrimônio e do legítimo consórcio marital, pergunta-se: por que Deus, autor da instituição matrimonial, não quis que seu filho, feito homem, nascesse no mundo por via do consórcio marital?  Em resposta explicamos: o filho de Maria virgem é verdadeiro homem; seu nascimento virginal não lhe mutila a natureza humana mas não  é apenas verdadeiro homem: ele também é verdadeiro Deus, e, como tal, assinalado pelo seu modo de nascer. Modo portentoso. Deus Pai quis que o Salvador fosse dado ao mundo por natividade virginal. Esse desígnio deve ser entendido como desígnio de proporcionar aos homens um sinal ou símbolo que:

a) A Salvação do gênero humano é algo totalmente gratuito; ela não se deve “Nem à vontade da carne, nem à vontade do homem” mas devido ao amor de Deus por nós;

b) Se Jesus tivesse tido irmãos carnais, pensar-se-ia que esses irmãos também seriam deuses, causando o politeísmo e heresia.

c) O matrimônio é monogâmico. Ora, se Maria tivesse tido filhos de outrem que não o Espírito Santo, seu Divino esposo, isso seria uma aberração, semelhante ao adultério. Esposa do Divino Espírito Santo uma vez, Maria devia se conservar sua esposa fiel sempre.

d) Deus recriou o homem depois de haver assumido a dor e a morte da criatura, apresentou ao mundo Jesus Cristo ressuscitado. Nascimento virginal e ressurreição corporal estão intimamente associados entre si;

e) Jesus no Evangelho diz que, após a ressurreição dos mortos já não haverá consórcio marital conforme Mat 22, 30: “Com efeito, na ressurreição nem eles se casam e nem elas se dão em casamento, mas são todos como os anjos no céu.”  Ora, a conceição virginal de Jesus é um reflexo antecipado desse estado de coisas definitivas;

f) Na virgindade de Maria torna-se claro o fato de que Deus pode assumir totalmente alguém para o seu serviço, isso acontece também hoje, nos tempos atuais, por exemplo: Freiras, Padres etc. e a virgindade física de Maria é o sinal de sua total entrega de Espírito a Deus. Mas sem a entrega interior de Maria, sua virgindade biológica, não teria sentido. Vê-se, pois, que a virgindade de Maria na sagrada escritura, é um fato, e um fato prenhe de mensagem. Sem mensagem para nós, o fato da virgindade seria brutal ou antinatural.  Sem o fato da virgindade física, a mensagem seria abstrata, teórica ou mesmo vazia. O fato da virgindade de Maria e o significado da mesma são inseparáveis um do outro.

g) Em última  análise, nem a filosofia nem a ciência hoje estão aptas  a  afirmar ou negar que Maria tenha sido virgem perpétua, é somente a fé que o afirma; e é somente na fé que se professa tal verdade. A Fé, sem dúvida, baseada no testemunho da palavra de Deus escrita e oral, é indiscutível!

FONTE:
Associação da Escola de Fé Maria Mater Eclesiae ( Texto Básico )

Site Veritatis Splendor
Site da Associação Cultural Montfort
Site Editora Cleófas
Site da Associação Apostólica São João Maria Vianney
Site Associação Cultural Santo Tomás
Catecismo da Igreja Católica
Revista Catolicismo
Livro: A doutrina Católica Face as Objeções Protestantes – Pe. David Francisquini
Livro: Católicos Perguntam – Dom Estevão Tavares Bettencourt
Carta Encíclica Redemptoris Mater do Papa João Paulo II

fonte: http://www.veritatis.com.br/article/2631

Publicado por: marcospauloteixeira | Fevereiro 8, 2012

VOCÊ SABE O QUE É MARXISMO CULTURAL?

VOCÊ SABE O QUE É MARXISMO CULTURAL?

Notícias pró- família

Embora pareça ter morrido com a queda da União Soviética, o marxismo só passou por uma metamorfose, e agora está ameaçando a cultura de muitas nações em todos os níveis, de acordo com um dos padres mais famosos do Brasil.

Numa exclusiva entrevista de vídeo para LifeSiteNews, o Pe. Paulo Ricardo diz para LifeSiteNews que os marxistas invadiram a esfera cultura depois que suas opiniões sobre economia caíram em descrédito, e agora estão buscando subverter todas as instituições da sociedade a partir de dentro.“Eles querem ter o controle de tudo o que produz a cultura. Portanto, acima de tudo, a Igreja é importante. Mas também as universidades, e as escolas, os jornais, os meios de comunicações e tais. E é claro que na batalha em que estão, eles têm tudo nas mãos agora”, Paulo Ricardo disse para LifeSiteNews.

Contudo, acrescentou ele, precisamos compreender que “Deus está conosco”.De acordo com Paulo Ricardo, o marxismo cultural não só incorpora as premissas de Marx, mas também de Nietzsche e Freud. A meta nada mais é do que destruir a civilização ocidental pelas raízes. Dessa destruição, nos asseguram, surgirá uma utopia.

Entre as instituições visadas para extermínio, disse Paulo Ricardo, está a família.“Eles acham que a família é opressão. Por isso, logo que há uma família, aí há um homem, que está oprimindo a mulher, e oprimindo os filhos, pois ele está fazendo imposições sobre eles”, disse Paulo Ricardo.“Por isso, logo que há uma família tradicional, aí há um homem como governante da família e eles acham que devem destruir isso e para se ter uma sociedade igual, eles querem pessoas crescendo num ambiente diferente”.

No Brasil, o país com a maior população católica do mundo, os marxistas têm visado a Igreja, e grande número de padres e bispos adotou uma ideologia que substitui os ensinos espirituais de Cristo por uma imitação marxista conhecida como “teologia da libertação”.“Agora o que eles estão tentando fazer é alcançar o Cristianismo e mudá-lo de dentro”, disse Paulo Ricardo. “Por isso, eles mantêm as palavras religiosas, mas mudam o conceito interior da palavra”.

“Quando eles falam sobre o reino de Deus, nós como cristãos, quando falamos sobre o reino de Deus, cremos que estamos falando sobre o reino do céu. Por isso, estamos falando sobre algo que não está aqui neste mundo”.“Pois bem, eles começam dizendo que estão trabalhando aqui para o reino de Deus, e querem produzir o reino aqui neste mundo. Portanto, na realidade o assunto sobre o qual eles estão falando é a sociedade socialista com a qual eles sonham, a utopia que eles pensam vai acontecer, é o reino de Deus”.“Eles usam as mesmas palavras. Parece algo católico, parece algo cristão, mas ao mesmo tempo percebemos que há algo estranho nisso, pois há alguma coisa faltando, e o que está faltando é tudo o que tem relação com o transcendental, com o céu, com a vida após a morte. Tudo o que eles fazem é aplicar aqui na Terra”.

Essa rejeição das realidades espirituais se junta à exaltação do homem como o “super-homem” de Nietzsche, que pode decidir por si mesmo o bem e o mal, como a serpente prometeu no Jardim do Éden, disse Paulo Ricardo.Os cidadãos do Brasil e dos Estados Unidos estão desarmados diante do marxismo cultural, disse Paulo Ricardo, pois eles ingenuamente creem que o marxismo morreu com a queda da União Soviética.“Nós realmente estamos diante de um monstro que está destruindo tudo o que estimamos, tudo o que consideramos precioso e sagrado”, disse ele.

O Pe. Paulo Ricardo é famoso no Brasil por suas explicações claras e firme defesa da fé católica, que ele apresenta em seu programa de TV para a Rede Canção Nova, bem como seu blog, Christo Nihil Praeponere.

FONTE: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/27966-voce-sabe-o-que-e-o-marxismo-cultural

aproveite e assista aqui a primeira aula sobre o tema:

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